
PSD e Chega excluem CDS do "Acordo de Governação” na Câmara de Aveiro
O PSD e o Chega informam que estabeleceram um “Acordo de Governação para o Município de Aveiro" válido para o mandato, mas, ressalvam, «sem prejuízo do compromisso político pré-eleitoral entre PSD, CDS e PPM, publicamente designado como “Aliança com Aveiro”», informam em comunicado conjunto difundido esta terça-feira.
O “Acordo” implicou a passagem de Diogo Machado, do Chega, a vereador a tempo inteiro no executivo - embora o comunicado não o refira. Foi votado, esta terça-feira, de manhã, mais um vereador a tempo inteiro no executivo, aprovado em reunião de câmara, com três votos a favor de Luís Souto e dois vereadores da coligação PSD-CDS-PPM e o de Diogo Machado; quatro votos contra do PS e uma abstenção do CDS. Perante o empate, o presidente da câmara teve de exercer o voto de qualidade para desempatar.
Com esta mudança, está alcançada uma maioria de votos no executivo, mas a que o PSD e Chega chamam de «estabilidade governativa». Foi um caminho que deixou marcas, designadamente no CDS. A vereadora que votou na abstenção, Ana Cláudia Oliveira, diz em comunicado que houve uma «alteração ao modelo de governação sufragado pelos aveirenses», mas o PSD e o Chega dizem o contrário, referindo-se a um acordo que «tem em conta a vontade expressa pelos aveirenses».
Da parte do CDS, apesar de criticar as negociações sem a sua participação, não pretende contribuir para «qualquer cenário de bloqueio ou de instabilidade no funcionamento da câmara municipal».
Os dois partidos prometem «mais coragem e ousadia nas decisões, mais investimento, mais obra» e «reforçar a coesão territorial, proteger as pessoas e os seus bens, valorizar os recursos naturais que tornam esta região singular, ampliar a capacidade de inovar, crescer e competir».










