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CDS divide a coligação na votação do vereador a tempo inteiro, PS votou contra - em atualização

Está criada uma maioria PSD-CDS-PPM-Chega no executivo municipal de Aveiro

A vereadora do CDS, Ana Cláudia Oliveira, do partido parceiro da coligação "Aliança com Aveiro", que inclui ainda o PSD e PPM, absteve-se esta terça-feira de manhã na votação da proposta da designação de um novo vereador a tempo inteiro para o executivo da câmara, no caso, Diogo Machado, durante a reunião privada, e os vereadores do PS votaram contra.

Os quatro votos contra do PS e a abstenção do CDS obrigaram o presidente da autarquia, Luís Souto, a exercer voto de qualidade para a proposta passar, já que contava apenas com o seu a favor e de dois vereadores da coligação e o de Diogo Machado. Apesar da abstenção do CDS e dos votos contra do PS, a proposta foi aprovada permitindo a Luís Souto passar a governar em maioria.

A abstenção do CDS é um sinal de divisão da coligação vencedora das autárquicas de outubro último, mas que o partido não pretende que seja um prenúncio de instabilidade governativa. Contudo, Cláudia Oliveira esclarece, em comunicado da estrutura concelhia a que preside, que o CDS-PP «não foi parte de qualquer entendimento que sustente esta solução política e entende que decisões com este alcance deveriam ter sido objeto de concertação entre todos os parceiros da coligação, em respeito pelos princípios de lealdade institucional e pelos compromissos assumidos perante os eleitores».

Escreve ainda que «o que está em causa não é um detalhe administrativo, mas uma decisão com implicações políticas relevantes. A proposta em apreço traduz, na prática, uma alteração ao modelo de governação sufragado pelos aveirenses, ao permitir a integração em funções executivas permanentes de um vereador que não integra a coligação Aliança com Aveiro».

Ressalva que o partido pretende «garantir a estabilidade do executivo municipal; o CDS optou por uma posição de abstenção, não acompanhando a solução proposta, mas também não contribuindo para qualquer cenário de bloqueio ou de instabilidade no funcionamento da câmara municipal».

O CDS vai manter-se «simultaneamente vigilante e atento a qualquer evolução do modelo de governação, que deverá, em qualquer circunstância, respeitar o quadro político sufragado e envolver todos os seus parceiros».

Quanto ao PS, a concelhia do partido refere que o voto contra deveu-se ao facto de Luís Souto «não justificar mais um vereador a tempo inteiro e não indicar os pelouros que serão atribuídos» a Diogo Machado, disse a vereadora Paula Urbano ao Diário de Aveiro, após a reunião. O PS nega que os vereadores socialistas obstaculizem a ação da câmara, apresentando um gráfico com 240 votos a favor de propostas da câmara, 11 abstenções e quatro contra.

O PS lamenta que o presidente da Câmara não tenha respondido às questões colocadas. Se na proposta apresentada, refere que «reconhece-se a vantagem de poder com mais um vereador no exercício dos pelouros que lhe venham a ser atribuídos», o PS pergunta: «poder» o quê?», além de que pretendia ainda saber «a quem serão retirados pelouros».

E se há o objetivo «de garantir condições de estabilidade governativa para a prossecução dos superiores interesses do município de Aveiro», como diz Luís Souto, os vereadores do PS pediram para o presidente exemplificar «quando foram postos em causa os superiores interesses do município pelo facto de não possuir maioria nesta Câmara».

 

Abril 28, 2026 . 11:23

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