
A importância da língua chinesa na aproximação de civilizações
O Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro (ICUA), resultado de uma parceria entre a Universidade de Aveiro e a Universidade de Línguas Estrangeiras de Dalian, na China, tem como principal missão promover a língua e a cultura chinesas em Portugal. Oferece cursos de mandarim para todas as idades e níveis, atividades culturais, workshops e apoio a intercâmbios académicos. Além disso, organiza eventos que promovem o conhecimento e o diálogo entre as culturas portuguesa e chinesa e que celebram datas importantes, como aconteceu ontem, com a celebração do Dia Internacional da Língua Chinesa e o 11.º aniversário do Instituto Confúcio.
O programa começou na Reitoria da UA, com várias intervenções e uma atenção especial à riqueza histórica e cultural de Dunhuang, um dos mais importantes pontos da antiga Rota da Seda, prosseguindo de tarde com experiências imersivas na cultura chinesa, em torno da caligrafia chinesa, cerimónia do chá e vestuário tradicional e ainda, sem esquecer uma visita guiada à “Porcelana em Pedaços: Exposição de Caixas Chinesas”, com Carlos Xavier Reis.
Embaixador da China
defensor de intercâmbios
Seguindo o objetivo destas comemorações, e que passa por reforçar os laços culturais entre a China e Portugal, o Embaixador da China em Portugal, Yang Yirui, marcou presença na cerimónia e lembrou que «as civilizações tornam-se mais ricas e coloridas através de intercâmbios e aprendizagem mútua». Enfatizando que a China valoriza a amizade tradicional com Portugal e está disposta a trabalhar para implementar os consensos importantes alcançados pelos líderes dos dois países, Yang Yirui afirmou à plateia que, há três anos, «o Presidente Xi Jinping apresentou a Iniciativa para a Civilização Global, defendendo o respeito pela diversidade das civilizações, a valorização da herança e a inovação culturais e o reforço dos intercâmbios internacionais entre povos», sendo por isso de esperar que «não estamos apenas a construir pontes linguísticas, mas também a aprofundar a sintonia entre a China e Portugal no palco internacional». Numa alusão à Rota da Seda, que inspirou a preparação deste programa, o Embaixador aplaudiu e defendeu que «ilustra o percurso histórico das trocas culturais, evidenciando o espírito inclusivo da civilização chinesa». Referiu-se, ainda, à UA como «uma das instituições de Ensino Superior mais dinâmicas e inovadores» e ao Instituto Confúcio como uma «referência do ensino da língua chinesa em Portugal», criando uma «rede de ensino da língua chinesa que abrange várias escolas do Básico ao Secundário, tendo formado mais de 20.000 estudantes».
À distância, também o Embaixador de Portugal na China, Manuel Cansado, destacou a importância das relações bilaterais e reforçou a valorização do intercâmbio cultural e linguístico.
O Reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, que é um assumido defensor da ligação entre Portugal e China, recordou o «papel fundamental» da língua chinesa no mundo, língua oficial das Nações Unidas, «no reforço de diálogo entre civilizações», num mundo «cada vez mais interligado». Relativamente à escolha do tema, explicou que «ilustra bem esta ideia», aludindo que permitiu a circulação, não só de bens, mas também de ideias, conhecimentos e expressões culturais», além de «promover o encontro entre Oriente e Ocidente, e é esse espírito que hoje recuperamos». A seu ver, o Dia da Língua Chinesa vai além da aprendizagem linguística, «reforça as bases da cooperação educativa, científica e cultural e contribui para a construção de relações mais sólidas entre os dois países». Terminou afirmando que «o futuro constrói-se na capacidade de compreender o outro e muitas vezes essa capacidade começa na língua que escolhemos aprender».










