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Sacra, o extremo que virou goleador, está preparado para novos “voos”

Aos 26 anos, o avançado, que superou um “choque de realidade” aos 19, na Oliveirense, “explodiu” no Benfica e Castelo Branco. 21 golos em 28 jogos são o seu cartão de visita

No futebol, onde o sucesso é muitas vezes medido pela precocidade, José Manuel Costa Sacramento, mas conhecido nos relvados como Sacra, é um bom exemplo de que há caminhos diferentes, ainda que por vezes bem mais longos de percorrer, para se chegar ao sucesso. Aos 26 anos, o avançado natural de Oliveira de Azeméis tornou-se numa das grandes figuras do Campeonato de Portugal ao serviço do Benfica e Castelo Branco. O mérito é inteiramente seu, pois, em época de estreia em provas nacionais, Sacra “fechou” a primeira fase da prova com 20 golos em 26 jogos, tendo apontado mais um (em duas partidas) na Taça de Portugal. Até chegar a este momento, em que acaba de se tornar no melhor marcador da prova, o percurso do agora “matador” foi tudo menos uma “passadeira vermelha”.

Sacra
Créditos: Gabriel Reis Fotografia

Uma história já tantas vezes vista

A história de Sacra não é muito diferente da de muitos jovens talentos, que se vão “perdendo” no “funil” que é futebol profissional. Formado na Oliveirense, onde chegou aos 12 anos, Sacra conseguiu fazer a sempre difícil transição para a equipa sénior com um contrato de dois anos na mão. No entanto, nunca chegou a jogar na II Liga. «Houve uma altura em que acreditei mesmo que me ia estrear na II Liga. Com 19 anos, 10 ou 15 minutos que fossem teriam feito uma diferença absurda na minha carreira», confessa com a maturidade de quem hoje percebe melhor as “engrenagens” do sistema. Sem a oportunidade, que julga ter feito por merecer, de se mostrar no futebol profissional, o futebolista viu-se, subitamente, no futebol distrital. «Foi um choque de realidade muito grande. Não estava com a mentalidade certa para perceber o que tinha acontecido, e, na altura, deixei de acreditar nas minhas capacidades», assume, em conversa com o Diário de Aveiro.

Após passagens por Cesarense, Estarreja e Beira-Mar, onde foi campeão distrital - «guardo memórias muito boas de um clube “enorme” que ainda hoje sigo, embora sinta que merecia ter tido mais oportunidades» -, foi no Recreio de Águeda que surgiu a mudança que altera tudo.

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Abril 23, 2026 . 07:39

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