
Gafanha da Nazaré olha para o futuro com audácia
O futuro da Gafanha da Nazaré «exige» da comunidade e dos seus decisores políticos «pragmatismo e audácia», sublinhou José Falcão Arvins, na sessão comemorativa, ontem realizada, do 25.º aniversário da elevação a cidade.
Apontou «a pressão habitacional», os espaços públicos de qualidade que faltam e os problemas de mobilidade, realçando que são «desafios» a ultrapassar.
Tendo registado a acentuada carência de casas, o autarca avisou que começam a surgir «soluções precárias», com construções em quintais e logradouros e habitações «com muitas famílias». Enfatizou que, «por isso, a fiscalização deve ser exigente» e que urge «a criação de habitação a custos controlados».
Sobre o espaço público, assinalou o «eixo central« citadino, que conta com a Extensão de Saúde, a Igreja Matriz, o Jardim 31 de Agosto e a Fábrica das Ideias, mas que permanece carente de «uma moldura urbana» que «ligue com dignidade» esses equipamentos e espaço. «A Gafanha da Nazaré sonha com um centro moderno que seja o seu orgulho», disse.
No que diz respeito à mobilidade, o autarca pede «soluções técnicas para um trânsito mais fluido e mais seguro».
O presidente da junta complementou o seu discurso com o expressar de satisfação – agradeceu à Câmara Municipal de Ílhavo – pela inauguração, ao início da noite de ontem, da iluminação pública na Rua da Seca, zona «muito frequentada para caminhadas e lazer».
Ainda imaginou o início da intervenção no Forte da Barra, com nota de que a Administração do Porto de Aveiro está a trabalhar no projeto e pedindo aos presentes um exercício de projeção: «imaginem o que seria unir o Jardim Oudinot ao forte reabilitado», adiantando-se que seria colocar a cidade «num novo patamar de excelência em termos de turismo».
Aos Paços do Concelho, deixou a promessa de colaboração leal, mas vincou que os seus fregueses têm «prioridade», pelo que não hesitará «em ser reivindicativo» em favor da comunidade.
Rui Dias deu os parabéns à «gente resiliente, empreendedora e orgulhosa das suas raízes e identidade» que soube construir um destino urbano. Como o autarca local, saudou as gerações e decisores políticos que trabalharam em prol da terra.
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