
Arrifana evoca os Mártires e celebra o seu percurso de resiliência
Alberto Oliveira e Silva
Arrifana, no concelho de Santa Maria da Feira, está a viver, neste fim-de-semana, mais uma edição do seu evento “Invasões Francesas», que não apenas recorda a tomada da, então, pequena localidade, por forças gaulesas, como evoca «os Mártires» deixados no terreno pela força invasora.
Iniciada na sexta-feira, a recriação tem hoje o seu dia final, com atividades no centro da freguesia, das 14.30 às 19.30 horas.
Sublinhar o espírito inquebrável das gentes locais, que souberam construir o progresso da hoje vila industrial, é outro dos objetivos estratégicos da realização. Após a deposição de coroa de flores no Monumento aos Mártires, Joaquim Teixeira, o presidente da junta, entidade que assegura, com a câmara municipal, a organização, sublinhou que os acontecimentos de 1809 foram «interiorizados na memória» da comunidade.
O autarca local destacou «a resiliência» das sucessivas gerações de arrifanenses, que têm sabido preservar a história da freguesia e que mantêm «viva» a recordação do sofrimento das vítimas da segunda invasão dos exércitos napoleónicos.
Mário Jorge Reis, vice-presidente da câmara de Santa Maria da Feira, saudou a «magnífica recriação» e louvou o trabalho de quem, no terreno, garante «que a História não se perde».
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