Última Hora
Pub Da Dfis Conversa 20260527
Pub Da Dfis Licenciaturas 20260527
Pub

Um “Fénix” musical nasce em Oliveira de Azeméis

A cantora e compositora Inês Xará lançou o seu primeiro álbum Fénix, um projeto que simboliza um processo de renascimento artístico

A cantora e compositora Inês Xará, natural de Oliveira de Azeméis, lançou o seu primeiro álbum de originais, “Fénix”, um trabalho que marca um novo capítulo na sua carrei­ra artística e que resulta de um processo criativo intenso ao lon­go dos últimos dois anos.

Um projeto que nasceu da “Ferrugem”

Disponível nas plataformas digitais desde a passada sexta-feira, o disco começou por ser pensado com um formato mais curto, mas acabou por ganhar outra dimensão. «O “Fénix” nasceu quando eu lancei a “Ferrugem”, como foi a minha primeira música, foi super entusiasmante para mim. O desbloqueio foi enorme. A partir daí, falei com a equipa e tinha a ambição de, inicialmente, lançar um EP», explicou a artista ao Diário de Aveiro. Este impulso criativo acabou por transformar a ideia inicial num álbum completo. «Como foi um desbloqueio criativo tão grande, começaram a chover ideias pa­ra várias canções. O que era para lançar mais duas ou três músicas, acabou por se tornar um álbum, com sete músicas novas e três interlúdios», conta.

Com um total de 12 faixas, “Fénix” apresenta uma diversidade de sonoridades que reflete a identidade da equipa envolvida. «Temos pessoas com esti­los musicais muito diferentes. Essa simbiose acaba por trazer uma versatilidade muito grande ao projeto e por isso é que experimentamos vários estilos de música também no álbum. Vamos ao pop naturalmente, mas ficamos em sonoridades que vão do rock ao eletrónico, ao experimental e à música mais cinemática», afirmou.

Renascimento, emoção e identidade artística

O álbum assume-se como uma narrativa de transformação pessoal e artística. «A história do Fénix trabalha muito esta questão do renascimento, da transformação, do meu regresso à música. É sobre eu regressar à música, sobre experimentar», sublinhou. O processo de criação prolongou-se por cerca de dois anos, período que a cantora descreve como exigente e marcante. «Foi toda uma experiência, foi todo um processo de dois anos a produzir e está cá fora, finalmente».

Apesar da importância do momento, Inês Xará garante não criar expectativas quanto ao impacto do disco. «Eu sinto-me super entusiasmada, porque é como fechar um ciclo de dois anos de muito trabalho intensivo. Agora já não é só nosso, já não está só no nosso estúdio. Vai ser de todo o mundo. Para mim, fazer músicas é muito sobre fazer com verdade e com propósito, não esperar algo dali, mas sim criar e deixar no mundo», referiu.

A componente emocional é central no álbum, que parte de uma escrita intimista. «Eu escrevo muito sobre um universo muito próximo. É uma obra muito minha, mas quando lançamos uma música eu quero acreditar que as pessoas se identifiquem de alguma forma. Se quem ouvir este álbum se identificar na mais pequeníssima coisa, seja numa música ou numa letra, eu já fico super feliz e grata», afirmou.

Concertos “em casa”

A artista tem também reforçado a ligação com o público através das suas redes sociais. «Abordo como foi este proces­so de fazer o álbum, os desafios, as conquistas e todo o conceito à volta do projeto, para que sintam que há verdade aqui», afirmou.

No que diz respeito aos concertos, o primeiro espetáculo está marcado para quinta-feira, no TeMA, em Oliveira de Azeméis, já esgotado. Uma segunda data terá lugar no próximo dia 30, na freguesia de São Roque, com entrada livre.

A artista sublinha ainda que não existe qualquer faixa preferida dentro do novo trabalho, reforçando a ligação equilibra­da que mantém com todas as músicas do álbum. «Gostava de deixar claro que não tenho mes­mo nenhuma favorita», afir­mou, garantindo que aprecia igualmente cada uma das faixas que compõem o projeto. Ainda assim, admite que pode­rá existir algum destaque nos três temas do álbum vão ganhar videoclipes ao longo do deste mês. “Prometo”, “Voa” e “Cactos” serão os temas escolhidos, com estreias nas próximas três terças-feiras.

Desta forma, a artista considera o álbum um marco importante no seu percurso. «Este disco vai ser sempre especial, porque é o primeiro e foi muito enriquecedor, mesmo sendo emocionalmente desgastante», concluiu, deixando uma mensagem final ao público: «Agora, o “Fénix” já não é só o meu, é vosso».

Abril 11, 2026 . 09:15

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right