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Junta de Cacia retira discriminação de estrangeiros nos campos de férias

A Assembleia de Freguesia votou por unanimidade a abertura da iniciativa a todos, sem vantagem para os filhos de cidadãos portugueses

O regulamento do campo de férias “CaciActiva” foi reformulado, conforme propôs o presidente da Junta de Freguesia de Cacia, Nelson Santos (PSD) durante a Assembleia de Freguesia da passada sexta-feira, uma mudança nas regras aprovada por unanimidade, uma vez que deixou de discriminar  crianças cujos encarregados de educação não fossem cidadãos portugueses, para além de "cinco vagas excecionais".

Na primeira versão do regulamento, cuja votação incluía a ordem de trabalhos da assembleia, as inscrições estariam abertas a crianças, dos 7 aos 14 anos, alunos de escolas da freguesias, desde que os encarregados de educação fossem cidadãos portugueses. Contudo, seriam disponibilizadas cinco «vagas excecionais» para crianças, alunas de Cacia, cujos encarregados de educação fossem «cidadãos de outras nacionalidades», para além da portuguesa.

A nova versão do regulamento abre a iniciativa a crianças cujos encarregados de educação sejam moradores em Cacia, ou, simplesmente, aos alunos que frequentem estabelecimentos de ensino na freguesia, sem referência à nacionalidade.

A versão do regulamento que reservava apenas cinco "vagas excecionais" para filhos de estrangeiros, colocando em vantagem os filhos de cidadãos portugueses, foi contestada nas redes sociais e nos meios políticos, como se verificou nas horas anteriores ao início da reunião da Assembleia.

Durante a sessão, chegados a este ponto da ordem de trabalhos, o presidente da junta, Nelson Santos, abriu o tema propondo a alteração do regulamento, o que foi aceite pela unanimidade dos presentes que votaram a favor da reformulação do documento. Nelson Santos disse ontem ao Diário de Aveiro que o texto foi «corrigido». Da parte da oposição socialista, João Matos Silva, ex-candidato do PS à junta nas autárquica de outubro último, atual vogal na Assembleia de Freguesia, estranha que o executivo não tenha notado a questão antes de agendar o regulamento com a exclusão de crianças filhas de estrangeiros, mas está satisfeito por saber que Nelson Santos não se revia naquela exclusão.

Abril 11, 2026 . 17:03

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