
Academia de Música contesta exclusão de apoio à programação do Auditório de Espinho
A Academia de Música de Espinho considerou hoje “manifestamente injusta e sem fundamento” a decisão da DGArtes de excluir aquela entidade do apoio à programação dos equipamentos da RTCP 2026-2029, com o qual tinha sido contemplada no ciclo anterior.
A Direção-Geral das Artes (DGArtes) vai apoiar 42 equipamentos da Rede Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) com 23,2 milhões de euros, entre 2026 e 2029, na 3.ª edição do concurso de apoio à programação daqueles espaços.
De fora ficaram quatro candidaturas, por ficarem abaixo dos 60% de pontuação mínima exigida.
O Auditório de Espinho|Academia, propriedade da Academia de Música de Espinho (AME), é um dos espaços sem apoio atribuído. De acordo com a decisão final do concurso, homologada em 31 de março e disponível no 'site' oficial da DGArtes, a candidatura da AME obteve uma pontuação final de 58,50%.
Segundo a AME, no comunicado hoje divulgado, o apoio não será atribuído “por, no entender da Comissão de Análise (CA), [a candidatura] apresentar uma programação ‘limitada quanto à diversidade’, ‘inovação’ e ‘originalidade’, sentenciando que a candidatura tem reduzida viabilidade e que ‘apresenta um baixo potencial de concretização das missões da RTCP’”.
A Academia refere que manteve “a mesma estrutura e identidade programática” da programação com a qual se candidatou à 1.ª edição do mesmo concurso de apoio, em 2021.
Na altura, a candidatura da AME teve uma pontuação final de 69,90%, tendo sido contemplada com um apoio de 400 mil euros (recebendo cem mil euros em 2022, 2023, 2024 e 2025), de acordo com a decisão final do concurso.
Nessa altura, a programação apresentada “foi considerada ‘eclética e internacional centrada na música, onde as atividades propostas’ apresentavam ‘excelente qualidade artística e relevância cultural’, ‘com propostas musicais inovadoras, artisticamente sólidas, coerentes, arrojadas, diversificadas’”, recorda.
A AME salienta que a aprovação da candidatura nessa altura “foi fundamental para o aprofundamento do projeto artístico do Auditório de Espinho nos últimos quatro anos, colocando-o entre os equipamentos da rede com uma programação distintiva e tantas vezes elogiada pela crítica, pelos artistas, pelos públicos – com uma audiência média a rondar os 80% –, e, de resto, confirmada pelos relatórios altamente elogiosos da Comissão de Acompanhamento da DGArtes”.











