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Câmara de Aveiro compra 25 das 487 parcelas de terreno para eixo rodoviário

O futuro Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda é considerado uma infraestrutura estratégica para os dois municípios e para toda a região de Aveiro

A Câmara de Aveiro vai adquirir 25 parcelas de terrenos para a construção do eixo rodoviário Aveiro-Águeda, por mais de meio milhão de euros, faltando chegar a acordo com os proprietários de mais de 450 parcelas.

Fonte da autarquia disse hoje à Lusa que o município deliberou aprovar a aquisição de 25 parcelas de terrenos indispensáveis à concretização do projeto do Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda, no valor global de 590.476,20 euros.

"Este processo vem na sequência do trabalho técnico e negocial desenvolvido, sendo a aquisição feita por via do direito privado e mediante acordo amigável com os respetivos proprietários e demais interessados, que aceitaram os valores indemnizatórios definidos no projeto de expropriações", refere uma nota camarária.

De acordo com a mesma nota, o município irá agora avançar com a celebração das respetivas escrituras de compra e venda, continuando a decorrer o processo expropriativo relativamente às restantes parcelas.

No total, o processo envolve no município de Aveiro a expropriação de 487 parcelas, correspondentes a uma área total de 538.621 metros quadrados, bem como a constituição de 59 faixas de terreno sujeitas a servidão administrativa, com uma área total de 4.605 metros quadrados.

Segundo a autarquia, os encargos financeiros estimados com o processo expropriativo ascendem a 4.626.148,44 euros, valor que corresponde às indemnizações relativas às parcelas a expropriar e às áreas a sujeitar a servidão administrativa, com base em relatórios de avaliação elaborados por perito inscrito na lista oficial da justiça. A despesa encontra-se devidamente cabimentada.

O futuro Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda é considerado uma infraestrutura estratégica para os dois municípios e para toda a região de Aveiro, com impacto relevante na melhoria da mobilidade, na redução de custos e tempos de deslocação para cidadãos e empresas, no reforço da segurança rodoviária e na promoção do desenvolvimento urbano e empresarial, sobretudo nas áreas atualmente servidas pela antiga EN230.

Segundo fonte autárquica, a futura via rápida permitirá reduzir custos e tempos de deslocação entre as duas cidades, já que, nos seus 14 quilómetros, prevê reduzir em cerca de 40% a extensão do percurso e em 65% o tempo de viagem.

O traçado previsto, em perfil de autoestrada, com duas vias em cada sentido, tem o seu início, do lado de Águeda, na chamada “rotunda do Millennium”, seguindo por Travassô, passando por Eirol, cruzando a A1 e a A17 e terminando na rotunda do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro.

Abril 7, 2026 . 12:36

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