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Auditório é para concluir e zona de lazer junto à Ponte da Barca é para avançar

Cerca de meio ano após tomar posse, Hugo Silva partilhou que quer “construir” uma freguesia mais atrativa para captar população. E nem a atual falta de habitação o demoverá de alcançar este seu desiderato

Engenheiro civil de profissão, Hugo Silva, de 38 anos, não é propriamente um estreante nas lides políticas. Pelo contrário. Conta já com mais de 12 anos de experiência: primeiro, como vogal da junta de freguesia; depois, como secretário. Atualmente é o presidente, eleito pela coligação Juntos por Águeda, composta pelo PPD/PSD e pelo Movimento Partido da Terra (MPT), e garante que, com a sua equipa, vai demarcar Macinha­ta do Vouga no concelho de Águeda. Neste mandato - conforme referiu o autarca e também empresário, em entrevista ao Diário de Aveiro -, o­bra é coisa que não faltará por estas paragens.

Hugo Silva: Está a tempo inteiro na junta de freguesia?
Diário de Aveiro: Não, só estou a meio tempo. Mas, mesmo assim, tenho plena consciência do que é o trabalho de uma jun­ta, quais são as “dores de cabeça”, os problemas, por vezes, de vizinhos, ou os problemas de tapamento de valas hidráulicas, por exemplo.

Desde outubro, quando tomou posse, tem vindo a resolver problemas do género?
Sim, para além dos que foram causados por estas últimas “intempéries”, que foram atípicas e que em nada vieram ajudar.

A freguesia foi muito fustigada pelas tempestades?
Não. Tivemos algumas situações de que­da de árvores e de desabamento de taludes, mas, felizmente, a freguesia não foi das piores em comparação com o que se ouviu falar por aí fora, mesmo a nível do concelho de Águeda - em que foi preciso retirar pessoas das suas casas - entre outros locais. Tivemos um problema, que, na verdade, é um problema de há vários anos, desde que foi construída a pon­te em Serém de Baixo, ainda no tempo em que o atual presidente da câmara era presidente da junta de freguesia. Quem vai daqui para Serém, a seguir à ponte, por haver uma baixa, que faz parte do leito de cheia, a estrada é sempre cortada nestas alturas.

Este problema não tem solução?
Tem. A solução passa por criar uma obra que permita a subida do nível da estrada, o que é, aliás, um dos nossos objetivos para estes quatro anos. Já temos, inclusive, o orçamento pa­ra fazer o projeto, que incluirá o embelezamento das áreas envolventes. Esta zona é um diamante em bruto por lapidar. Pretendemos criar ali um parque de lazer.

Estamos a falar de que zo­na?
É a zona da Ponte da Barca. Do lado de Macinhata, os terrenos são da câmara, e do lado de Serém são da junta. Ali era onde, antigamente, antes de haver a ponte, se faziam as travessias em bateira, inclusive dos funerais. Também os miúdos que vinham para a catequese atravessavam de bateira. Portanto, queremos ali recriar um bocadinho daquilo que havia no passado.

Então, é uma das obras que esta junta quer que avance?
Sim. Ainda não há projeto, mas vai ser elaborado.

Quanto irá custar?
Não temos noção dos valores. Ainda estamos numa fase embrionária. Neste momento, temos o orçamento, para agora, juntamente com a câmara, podermos avançar com o projeto. O município tem estado sempre do nosso lado.

Quer dizer, então, que a relação entre a câmara e a jun­ta é boa?
Sim, temos uma boa relação.

E esta obra aqui “colada” à sede da junta? De que se tra­ta?
Já começou no mandato anterior. É uma ampliação do edifício-sede com a criação de um pequeno auditório que vai permitir à junta, mes­mo a nível de sessões da as­sem­bleia de freguesia, dar acessibilidade, por exemplo, a pessoas de mobilidade condicionada, o que, neste momento, não é possível. Presentemente, temos uma escadaria para subir para o salão, lá em cima, que é onde fazemos as assembleias de freguesia.

O auditório será tam­bém para eventos?
A ideia é que as associações e empresas da nossa freguesia tenham um espaço para apresentarem projetos, eventos, etc., o que até à data não têm. Temos o Clube Macinhatense, que tem um palco e um anfiteatro gran­de fechado, que permite, muitas vezes, fazer ali apresentações do género. Mas não é um auditório e, mesmo a nível de som e imagem, não está preparado com as condições que vamos ter aqui. Não queremos desvalorizar o espaço que o clube tem. Pelo contrário. Vamos a­crescentar e criar mais-valias na freguesia que ali não existem.

Qual é o valor deste investimento?
A primeira fase (obras de demolição e de alvoreamento) rondou os 150 mil euros. Agora, nesta segunda fase, os trabalhos de acabamentos, de inclusão dos equipamentos e todos os e­lementos necessários para pôr em funcionamento o auditório, ultrapassam os 300 mil euros.
Estamos a falar de uma obra que não é barata, mas que vai permitir melhorar a qualidade de vida da comunidade e também cativar, de certa forma, mais população.

Qual é a área da freguesia?
Cerca de 32 quilómetros quadrados, incluindo uma extensa área de eucaliptais e pinhais. Aliás, Macinhata do Vouga tem sido bastante fustigada pelos incêndios, como aconteceu ainda no final do mandato anterior. Felizmente, temos uma Unidade Local de Proteção Civil (ULPC), que o­pe­ra em articulação com Associação de Proteção Civil de Macinhata do Vouga, que é extraordinária. A nível de meios humanos, diria que não somos a maior equipa, mas, se calhar, seremos uma das mais dinâmicas.

Qual é o número de habitantes?
Cerca de 3.500 habitantes. Tivemos um decréscimo ligeiro do número de habitantes na nos­sa freguesia por causa do envelhecimento. Mas, neste momento, há muitos jovens a quererem se fixar aqui. Precisamos é de mais habitação.

À semelhança de outras freguesias, têm recebido imigrantes?
Começamos a ter, mas não são muitos.

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Abril 2, 2026 . 08:45

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