
Ciclo “Horizontes da Física” regressa com uma edição especial que celebra os 50 anos do Departamento de Física e revela a importância da Física nos nossos dias
O ciclo de conferências “Horizontes da Física” regressa com uma nova edição que reúne quatro investigadores de relevância nacional e internacional, onde serão abordados temas atuais e multidisciplinares da Física. A sessão inaugural terá lugar hoje e será dedicada à forma como métodos e técnicas da Física têm revolucionado a investigação em Arqueologia, permitindo compreender melhor a história das sociedades humanas.
O “Horizontes da Física” é dirigido ao público geral e tem como objetivo aproximar a ciência da sociedade, mostrando como a Física está presente em diversas áreas do conhecimento e no quotidiano. Ao longo das quatro sessões previstas, investigadores convidados irão apresentar diferentes perspetivas e áreas de investigação, num formato acessível e aberto a todos. O primeiro convidado, Fábio Silva, licenciou-se em Física, na Universidade de Aveiro, e é investigador da Bournemouth University, no Reino Unido. Com uma carreira internacional e investigação focada em Portugal e no Reino Unido - incluindo contextos emblemáticos como Stonehenge -, leciona arqueoastronomia ao nível universitário há mais de 15 anos. É autor de dezenas de publicações científicas, cofundador da revista Journal of Skyscape Archaeology e foi distinguido, em 2016, com o Prémio Carlos Jaschek da European Society for Astronomy in Culture pelas suas contribuições excecionais nesta área. Na sua palestra irá explicar “Como sabemos a idade de um sítio arqueológico?” ou “De que forma é possível reconstruir paisagens, climas e até a relação das sociedades pré-históricas com o céu?”. E irá demonstrar como ferramentas como o radiocarbono, a análise física de materiais e a astronomia têm transformado profundamente esta área nas últimas décadas. Estas abordagens vão além da simples datação de objetos, permitindo compreender práticas sociais, ritmos culturais e experiências humanas do passado, revelando uma pré-história dinâmica e surpreendentemente sofisticada.
A FISUA convida todos os interessados a participar nesta sessão inaugural, que promete uma viagem interdisciplinar entre Física e Arqueologia, evidenciando como a ciência moderna permite reconstruir e interpretar o passado com novos níveis de precisão e detalhe. A entrada é livre e gratuita.












