
Luís Souto e Chega combinam uma maioria na Câmara de Aveiro
Faltará dar o passo final para a formalização de um acordo da coligação PSD-CDS com o Chega para a obtenção de uma maioria no executivo da Câmara de Aveiro, não conseguida nas autárquicas de outubro do ano passado. Uma vez que o partido de André Ventura conseguiu um vereador e a coligação PSD-CDS quatro, o mesmo número do PS, o voto do vereador do Chega, Diogo Machado, resolveria a falta de uma maioria ao presidente Luís Souto Miranda e seria uma ajuda para fazer passar os “grandes projetos”. Destes fazem parte o Cais do Paraíso, a urbanização da antiga Lota, a escola Homem Cristo ou o pavilhão-oficina.
A declaração de Luís Souto ao JN, em entrevista publicada hoje - «estamos a negociar com o Chega para termos maioria na câmara» - é uma fase seguinte a anteriores, tais como: «Não tenho complexos nenhuns em relação ao Chega», como disse em entrevista ao Diário de Aveiro, publicada no passado dia 7, quando, perante a oposição à governação já dizia: «Temos de encarar como vamos fazer isso e estamos a estudar» ou «(…) estamos abertos a esse diálogo».
Diogo Machado confirma «negociações»
Questionado, hoje, pelo Diário de Aveiro sobre estas declarações, Diogo Machado confirmou estar «em negociações» com Luís Souto, visando um acordo. Mas, ressalva que, «se se chegar a um acordo de governação, não será uma fusão; cada uma das partes manterá a sua personalidade». Avança, ainda, que «o Chega está em conversações, porque entende que será útil implementar algumas propostas que defende, para a qualidade de vida dos aveirenses, e pode «alinhar em algumas propostas da “Aliança” (PSD-CDS)». Sobre a possibilidade de vir a assumir pelouros, disse que as conversações com Luís Souto «não chegaram a essa fase».
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