
Uma viagem sonora como «celebração da cidade»
Os participantes estão avisados: é necessário um smartphone com bateria carregada, fones de ouvido ou auscultadores; recomenda-se o uso de calçado confortável, já que o percurso implica deslocações a pé por diferentes tipos de piso, e o uso de calças, evitando saias ou calções devido ao possível contacto com vegetação ao longo do caminho; é também aconselhável levar repelente de insetos.
Este é, explica João Garcia Neto, diretor artístico do GrETUA - Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro, um projeto de «deambulação e errância» cuja primeira edição, em setembro, foi especialmente pensada para os novos alunos da UA, convocados a conhecer, à boleia de um percurso sonoro com texto de David Calão, o território interno do campus universitário.
Desta vez (hoje, amanhã e domingo), a digressão sonora derrama-se para fora das fronteiras do espaço académico e penetra por Aveiro para uma «celebração da cidade» feita a partir de um texto de Inês Hermenegildo, uma médica de 26 anos que tem neste seu “Meio muro em Babel" a sua primeira criação para o GrETUA.
Esta segunda edição do ciclo de percursos sonoros – haverá uma terceira versão mais para diante – propõe o «gesto de vir do campus para dentro da cidade», descreve João Garcia Neto. «O mote do ciclo», diz, «é muito essa coisa de redescobrir o lugar onde vivemos, de permitir olhar de outra forma».
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