
Poderes locais unidos contra prospeção e pesquisa de minerais em Anadia
«Buracos a céu aberto? Não à nossa porta!» é o que se lê, em letras garrafais, numa das últimas publicações que a Junta de Freguesia da Moita, no concelho de Anadia, publicou nas suas redes sociais. Em causa está o pedido de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de caulinos, areias siliciosas e outras argilas especiais, em nome da empresa Simões de Sá & Pereira, S.A., para a área designada “Barro do Moleiro”.
A área do pedido tem 843,48 hectares e localiza-se, sobretudo, na freguesia de Avelãs de Cima, da Moita e ainda na União de Freguesias (UF) de Arcos e Mogofores. «Sabemos bem o que se está a passar em Avelãs de Cima», diz Manuel Neves, presidente da Junta de Freguesia da Moita, em declarações ao nosso jornal, referindo-se aos trabalhos de exploração de argilas e minerais que já decorrem naquele território há anos. «Andaram a investir nos caminhos agrícolas e [as empresas] levam tudo atrás. Na Moita não vão fazer isso, não o vamos admitir».
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