
Aveirenses saíram à rua para gritar que «já não dá»
«Já não dá» foi o mote escolhido pelos manifestantes, até porque as reivindicações que se fizeram ouvir durante parte da tarde de ontem, no Largo Dr. Jaime Magalhães Lima, não foram muito diferentes daquelas que o movimento Porta a Porta tem clamado há anos. Integrado na plataforma Casa para Viver, a organização local deste movimento foi a responsável por levar a cabo o protesto, um dos 16 que foram dinamizados a nível nacional.
«Pelo direito à habitação. Por Abril!”, “As rendas têm de baixar para poder ficar”, “É urgente mais residências públicas”… eram algumas das palavras de ordem que mostravam os cartazes dos manifestantes, de várias idades, que iam dando o seu testemunho, desde pessoas que não conseguiram suportar os aumentos das rendas a estudantes deslocados que têm de conseguir um lugar para ficar, caso não tenham vaga em residência universitária. «E, mesmo assim, nem sempre as condições são as melhores», lamentava um jovem estudante.
«O diagnóstico está feito há muito, aquilo que está a acontecer é o sulcar e o agudizar do problema», diz-nos João Canas, do Porta a Porta aveirense.
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