
Associação de Azeméis com 1,21 ME para melhorar presença 'online' e faturação de 40 PME
A Associação Empresarial do Concelho de Oliveira de Azeméis (AECOA) vai distribuir por 40 pequenas e médias empresas (PME) 1,21 milhões de euros em incentivos, para melhorar a presença 'online', a gestão e a faturação dessas firmas.
Segundo revelou hoje à Lusa a referida organização do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, já 32 empresas do município se manifestaram interessadas no acesso a esses fundos, que, no âmbito do programa Portugal 2030, serão redistribuídos de acordo com critérios como “o potencial do impacto” a retirar das verbas em causa – entre as quais cerca de 600.000 euros serão atribuídos a fundo perdido.
Complementada com outras atividades a desenvolver autonomamente pela AECOA, no valor aproximado de 300.000 euros, a medida dirige-se sobretudo a empresas “com atividade produtiva” em ramos como a metalomecânica, o alimentar, o mobiliário e o fabrico de equipamentos e componentes, e também em setores como os da impressão e embalagem, o têxtil e o vestuário.
“O projeto ‘Q. Plus 25’ constitui um instrumento muito relevante para apoiar as empresas na adaptação aos novos desafios da economia, nomeadamente ao nível da digitalização, da sustentabilidade e da diferenciação competitiva”, defendeu o diretor executivo da AECOA, António Pinto Moreira, realçando que “permitirá às PME aceder a ferramentas de gestão mais avançadas, melhorar os seus processos internos e reforçar a sua capacidade de competir em mercados cada vez mais exigentes”.
Na prática, a distribuição dos 1,21 milhões de euros implica sempre um acordo de parceria entre a AECOA e cada uma das PME aderentes, o que envolve um diagnóstico inicial às necessidades da firma e conduzirá depois a um plano de ação individual, a executar com apoio técnico da primeira entidade.
António Pinto Moreira referiu que, para concretização desses planos, estão previstas não só “intervenções personalizadas, ações de capacitação e uma monitorização contínua” junto das empresas, mas também o recurso a “plataformas baseadas em inteligência artificial para gestão e avaliação do projeto”.
A mudança a operar nas PME abrangidas poderá assim incidir sobre domínios como a implementação de melhores sistemas informáticos de gestão, a introdução de inovações ao nível organizativo e logístico, o desenvolvimento de ‘sites’ otimizados, a obtenção de certificações internacionais, a conceção de novos produtos e serviços, o reforço da sustentabilidade ecológica ou a adoção de planos de ‘branding’ e identidade visual para “valorização de marcas e produtos nos mercados nacionais e internacionais”.
Qualquer que seja o foco da intervenção, a execução dos projetos apoiados terá que ficar concluída até ao final de junho de 2027.











