
A “Reserva do Santo" já pode ser provada
"Reserva do Santo” é o nome do vinho, um tinto do Douro, apresentado pela Mordomia de S. Gonçalinho ao início da noite de ontem, no Mercado do Peixe, em Aveiro, num momento que juntou os que desejaram acompanhar esta apresentação aberta à comunidade. É uma edição limitada de 400 garrafas, que pode ser adquirida através de encomenda pelas redes sociais da mordomia, ou diretamente junto de um mordomo.
A mordomia é constituída por 20 mordomos e um deles, Diogo Carvalho, é enólogo, o que tornou natural o caminho seguido até esta produção, que é «um tributo à história, à devoção e ao ambiente único que se vive no Bairro da Beira Mar».
Para chegar às garrafas que ontem foram apresentadas os mordomos foram ao Douro e fizeram provas. «E acertaram com a barrica da nossa reserva!», disse Diogo Carvalho. O mordomo-enólogo passou a apresentar o que as garrafas contêm e os sinais de todos os que o provaram foi de satisfação.
Barrica única
A “Reserva do Santo” é de uma «barrica única, que não vai ser repetida», começou por dizer Diogo Carvalho, que, com Ricardo Sarrazola, têm a empresa PMW - Portugal Boutique Winery”. A vinha de onde provém, centenária, está situada «no coração do Douro» e cresce em solos xistosos, no que resulta em vinhos «mais poderosos» de onde, aliás, também “nasce” o vinho do Porto.
O xisto, apesar de drenagem rápida, acumula calor, libertando-o, e «o calor é muito importante para a maturação», explicou.
Quanto à vindima, é manual, sendo que no Douro «é difícil a mecanização». E chegámos à adega, «onde foram escolhidas as melhores uvas». Neste vinho «não há nada de químico e a fermentação é longa e lenta», disse ainda Diogo Carvalho.
Quem o adquirir e beber, agora, nota que ainda está “verde” porque «nem meio ano tem na garrafa». O melhor será beber depois de dois anos em garrafa, recomenda. Agora ainda «é um vinho jovem», sentindo-se «algum verdasco».











