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De jardineiro a presidente de junta «de corpo e alma»

«Estamos aqui para fazer obra». A garantia é de Ricardo Ferreira, de 44 anos, que está a tempo inteiro na liderança da Junta da União das Freguesias de Recardães e Espinhel, no concelho de Águeda

Depois da sua eleição pela coligação Juntos por Águeda, formada pelo PPD/PSD e pelo Movimento Partido da Terra (MPT) nas últimas autárquicas, realizadas em outubro de 2025, a empresa de jardinagem de Ricardo Ferreira passou para segundo plano. Quando o convidaram para liderar a candidatura ainda hesitou. Mas depois de aceitar entrou de cabeça neste projeto de vida. Segundo o autarca, nascido, criado e residente em Recardães, «quando nos envolvemos em alguma coisa temos de nos dedicar de corpo e alma, porque se não for assim não vale a pena».

Diário de Aveiro: Estava ligado ao associativismo? Tinha um papel dinâmico na co­munidade, para além de ser marido, pai e empresário?
Ricardo Ferreira: Fui um dos fundadores, aqui, dos escuteiros, que agora, infelizmente, estão pa­rados. Estive muito tem­po ligado ao futebol. Fui futebolista num dos clubes que também já terminou, o GDCR - Grupo Des­portivo e Cultural de Recardães. Andei noutros, mas foi no GDCR que fiz a maior parte da minha carreira. Neste clube andei durante 15, 16 anos.

Como é que veio parar à política? Já tinha alguma experiência nessa área?
Não. Não tinha experiência política. Foi um convite que me fizeram. Vieram ter comigo e disseram «tens de ser tu, tens de ser tu». Inicialmente, disse-lhes que não, que não podia porque não tinha vida para isto. Con­tinuaram a insistir. Insistiram, insistiram, que uma pessoa chegou a um ponto que teve de ceder.

Quando surgiu o convite pa­ra se candidatar?
Surgiu antes do fim do anterior mandato. Inicialmente hesitei, porque é preciso tempo para estar à frente de uma união de freguesias (UF), como a nossa, que não é pequena. Note-se que são quase 20 quilómetros quadrados. E, em meu entender, para desempenharmos um bom trabalho ao longo dos quatro anos, acho que temos de nos dedicar de corpo e alma, porque, se não for assim, não vale a pena. Estamos aqui pa­ra fazer obra. Se não for para fazer obra, não vale a pena.

Portanto, está nesta jun­ta «de corpo e a­lma»?
Sim, claro, desde outubro passado.

Então, mas mesmo não ten­do experiência política, resolveu avançar?
Sim.

Concorreu com lista única? Ou havia outras candidaturas?
Havia mais três listas. Ganhei com maioria absoluta em ambas as freguesias.

O que é que já fizeram desde outubro até então?
Temos aí já várias coisas feitas. Uma das nossas prioridades foi, logo, as escolas [e jardins de infância (JI)], onde já fizemos várias intervenções. Intervenções que são pequenas, mas que são necessárias para que uma escola funcione minimamente. Ainda esta semana [primeira semana de março] vai ser feita outra em Espinhel. Está a chover dentro da escola [onde funciona o JI] e vão lá trocar umas caleiras e não só. Também interviemos a nível de luzes.

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Março 12, 2026 . 10:00

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