
“Bora lá” combater os incêndios com uma mata nacional
«Falei com os meus amigos e dissemos logo “bora”!». O entusiasmo era de Inês Rodrigues, aluna do 1º ano em Biologia e Geologia na Universidade de Aveiro (UA), que ontem integrou o pequeno “exército” de uma centena de professores e alunos e funcionários da UA, os quais – sob a coordenação das técnicas da ONG (Organização Não Governamental) Ambiental BioLiving – plantaram cerca de 800 árvores num «terreno ardido da Carvalha», na freguesia estarrejense de Canelas.
A jovem madeirense explicou que recebeu um mail a informar deste projeto, denominado “Linhas Vivas”, e logo o abraçou, com o amigo e colega de curso Pedro Pinho, da Região de Aveiro, a salientar que este tipo de ação «é importante» nas estratégias de prevenção de incêndios e motivante por proporcionar ensinamentos fora da sala de aula.
A bióloga Milene Batista, ex-aluna da UA e técnica da BioLiving, salientou que o acordo com a instituição de ensino superior prevê a plantação de 1.000 árvores por cada número da revista universitária “Linhas” impresso em papel.
As restantes 200 já foram plantadas noutros locais, incluindo cerca de 80 no Campus da universidade.
Sobre a atividade, explicou que aquele terreno em Canelas era usado para a monocultura de eucalipto, pelo que se tornou pasto regular das chamas. Ontem foram dados os primeiros passos para a criação de uma mata com 18 espécies de árvores e arbustos autóctones, nomeadamente com sobreiros, carvalhos-alvarinhos, medronheiros, murtas, azenheiras, castanheiros, alecrins, loureiros e azevinhos.
A bióloga acentuou que as plantações da associação levam em conta o tipo de terreno abordado, tendo sido selecionadas para esta ação «espécies adequadas às características climatéricas e do solo».
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