
Águeda convida a ouvir "jazz crioulo" enquanto saboreia uma cachupa
Águeda vai acolher, pela segunda vez, uma extensão do Festival Kriol Jazz da cidade da Praia, Cabo Verde, nos próximos dias 27, 28 e 29, cuja programação tem n' Os Tubarões uma das principais referências e que este ano se afirma «mais abrangente e multidisciplinar». Depois de, em 2025, se centrar sobretudo na música, o Kriol Jazz em Águeda expande-se agora para novas expressões culturais, integrando gastronomia cabo-verdiana (com destaque para a tradicional cachupa), dança, workshops e uma exposição imersiva, numa celebração alargada da cultura de Cabo Verde.
Jô da Silva, que deu a conhecer ao mundo Cesária Évora e é o promotor do evento, saúda a realização dos três dias de jazz com pendor crioulo em Águeda, na estratégia de internacionalização do evento e de promoção da cultura cabo-verdiana.
Ontem, em videochamada, aquando da conferência de imprensa de apresentação do festival, coube-lhe apresentar os artistas que vão subir ao palco do Centro de Artes de Águeda, com a programação a abrir no dia 27 o festival com o grupo “mítico” Os Tubarões que, além de Águeda, apenas vão atuar em Lisboa.
“Os Tubarões são um grupo mítico de Cabo Verde com mais de 50 anos de existência, conhecidos por criar grandes músicas após a independência, que continua ativo com um repertório apreciado pelo público”, descreveu.
Já sobre os Brooklyn Funk Essentials, que atuam no dia 28, segundo explicou, trata-se de um grupo dos Estados Unidos que mistura funk e jazz, com mais de 30 anos de carreira.
“Têm participado em grandes festivais de jazz a nível mundial, sendo conhecidos pelo grande impacto dos seus espetáculos”, disse.
Sobre Yilian Cañizares, violinista e cantora de origem cubana, residente na Suíça, que sobe ao palco dia 29, descreveu a sua banda como "crioula", incluindo um músico moçambicano (percussionista) e um chileno.
“A sua música é uma fusão de latin jazz e, ocasionalmente, música clássica, destacando-se a sua voz extraordinária e o uso do violino”, comentou.
Para o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, o festival Kriol Jazz “reforça a ligação cultural entre Cabo Verde e Portugal através de uma parceria estratégica com o Município de Águeda”.
O Centro de Artes de Águeda afirma-se como um espaço de execução cultural que promove talentos locais e internacionais sob gestão da equipa camarária, salientou o autarca.
“O intercâmbio cultural visa assegurar que a hospitalidade sentida pelos portugueses em território cabo-verdiano seja retribuída de forma plena em Portugal”, acrescentou.
Em Águeda, o Festival vai ter outras vertentes além da música, como explicou o vice-presidente da Câmara de Águeda, Edson Santos, com uma atuação da Orquestra de Batukadeiras, no sábado à tarde, antecedida de um 'workshop' da parte da manhã, contando ainda com gastronomia cabo-verdiana
Do programa faz parte ainda uma instalação sonora, “focada nos sons de Cabo Verde e do Mar”, conforme descreveu o curador da instalação artística, Ricardo Barbosa Vicente.











