
PS: Luís Souto demonstra «incapacidade» e «desnorte»
A Comissão Política Concelhia de Aveiro do Partido Socialista (PS) repudiou ontem as mais recentes declarações públicas do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto Miranda, numa entrevista ao nosso jornal, publicada no passado dia 7. Em comunicado, os socialistas defendem que «intitular a ação dos vereadores eleitos pelo PS de “força de bloqueio” ao desenvolvimento do concelho é um argumento e uma desculpa, que apenas demonstra o desnorte e a incapacidade executiva do atual presidente da Câmara Municipal».
Sublinhando que os eleitores do concelho sufragaram e validaram o programa do partido, atribuindo-lhe o mesmo número de vereadores que os da Aliança por Aveiro, os socialistas sustentam que devem «respeito» a quem lhes confiou o seu voto. «Abdicar da ideia e visão de município, com a qual nos apresentámos ao Eleitorado, apenas por conveniência e limites da tolerância democrática do Sr. Presidente não está nos planos dos vereadores do PS», asseveram.
Sobre a “inundação” de requerimentos de que se queixou Luís Souto Miranda em entrevista, o PS sublinha que apresentou apenas três até à data, e que apesar de serem considerados uma “força de bloqueio”, os «vereadores do PS votaram favoravelmente 170 das 183 propostas trazidas às reuniões de Câmara», tendo-se abstido em 9 e votado contra 4. «Para o presidente da Câmara Municipal, a oposição é uma “grande maçada”. Numa visão autocrática do governo municipal, entende-a como um empecilho. A ser silenciado. No que ao Partido Socialista diz respeito, tal não sucederá. Pode juntar-se a quem bem entender. Não nos calará. Vivemos em democracia há 52 anos», lê-se.
A Comissão Política Concelhia sublinha ainda que «apesar da maioria dos assuntos serem partilhados, isso não invalida que existam questões fraturantes relativamente às grandes opões para Aveiro e aos temas com os quais estamos, e sempre estivemos, em desacordo», passando a citar: o Cais do Paraíso; a requalificação dos antigos terrenos da Lota; a decisão estratégica do Pavilhão Oficina; a necessidade de uma nova Escola Homem Cristo; e uma ação mais proativa da Câmara Municipal na resolução do problema da habitação. «Sobre estas questões fomos e seremos sempre claros e empenhados».
A possível aproximação ao Chega
A possível coligação entre a Aliança por Aveiro e o Chega, de forma a desbloquear impasses políticos, que Luís Souto Miranda não afastou, também não escapou às críticas do PS. «A incapacidade demonstrada até à data pelo Sr. Presidente em potenciar consensos, criar pontes e princípios de entendimento, levando-o agora a procurar validar aproximações com parceiros de credenciais sobejamente documentadas, depende apenas de si próprio e da postura entrincheirada pela qual optou desde o início do seu mandato».











