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VIC convida a uma noite de escuta sem preconceitos

O N.14 da Rua do Príncipe Perfeito abre hoje as portas para um momento musical a quatro mãos e quatro sonoridades diferentes

A VIC Aveiro Arts House recebe hoje, às 21h30, um concerto que promete cruzar diferentes universos musicais. O quarteto formado por José Lencastre, João Svayam, Francisco Morato e Julien Tassin sobe ao palco para uma atuação que explora as fronteiras entre jazz, punk, world music e linguagens experimentais.
O encontro reúne quatro músicos com percursos distintos que convergem numa prática comum: a improvisação como espaço de criação e diálogo. O projeto propõe um território sonoro aberto, onde a energia do punk, a tradição do jazz exploratório e influências de diferentes geografias musicais se encontram de forma imprevisível.

Músicos
de referência
O saxofonista José Lencastre é considerado uma das figuras mais versáteis da cena do jazz e da improvisação em Portugal e na Europa. Ao longo da carreira colaborou com nomes como Michael Formanek, Rodrigo Amado, Peter Evans, Kreston Osgood e Susan Alcorn. É ainda cofundador da editora Phonogram Unit e líder do Nau Quartet.
Também com forte ligação ao universo independente, o multi-instrumentista João Svayam desenvolveu grande parte da sua atividade artística em contextos DIY, participando em projetos como o coletivo A Besta e a editora Tutmonda Sound Label. Como baterista destacou-se no trio de rock improvisado Uivo Zebra.
O músico e compositor Francisco Morato, atualmente radicado na Bélgica, tem desenvolvido trabalho entre o jazz, o rock, o punk e a improvisação livre. Entre os seus projetos contam-se o quarteto Morato 4 e o quinteto Colyalcolor, este último influenciado pela obra do baterista sul-africano Louis Moholo. A formação fica completa com o guitarrista belga Julien Tassin, um dos nomes mais reconhecidos do jazz do seu país. O músico tem desenvolvido um percurso que cruza jazz, blues, rock e, mais recentemente, folk, colaborando com artistas como Dré Pallemaerts, Nicolas Thys, Jason Palmer, Manoel Hermia e Chris Joris.

Convite a escutar
de perto
O concerto apresenta-se como uma exploração aberta de som e interação, convidando o público a uma escuta sem preconceitos e ao contacto direto com o diálogo criativo entre quatro músicos de referência nas suas áreas.
Os bilhetes custam 7 euros, estão disponíveis à porta e revertem integralmente para os artistas.

Março 9, 2026 . 10:25

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