
«Estou muito feliz no Esgueira e muito grato pela oportunidade que me deu»
Sérgio Silva deu, enquanto treinador dos seniores do Esgueira, a sua primeira grande entrevista ao Diário de Aveiro. O seu percurso, a experiência de poder treinar na Liga e os seus objetivos para o futuro são alguns dos temas abordados
Diário de Aveiro: Como é que surgiu a possibilidade de treinar o Esgueira?
Sérgio Silva: Eu ia dar o Clinic de Cantanhede quando o (Rui) Mourinho me ligou, e, confesso, não estava nada à espera. Disse-me que estava interessado em falar comigo e dois dias depois reuniu comigo para me apresentar o projeto do Esgueira. O facto do Pedro Costa não ficar no clube abriu uma vaga e o presidente decidiu apostar num treinador mais novo. Eu, apesar de não ter experiência de Liga, vi com bons olhos esta oportunidade de poder estar na Liga.
Ficou surpreendido com o convite?
Sim, sim, porque eu não estava à espera. Acho que há uma certa altura em que os treinadores mais conceituados e mais experientes já não estão dispostos a aceitar certos projetos, o que acaba por proporcionar oportunidades aos mais novos. Nós, os mais novos, ou temos coragem de aceitar ou fugimos dos desafios. Eu decidi não fugir deste desafio, aceite-o com todo o gosto e aqui estou. Os treinadores que não aceitam desafios dificilmente crescem.
O que é que Rui Mourinho lhe propôs?
Disse-me que precisava de alguém com dinamismo.
Substituir alguém como o Pedro Costa, que esteve muitos anos no clube, quer como jogador, quer como treinador, não é uma responsabilidade acrescida?
O senhor Pedro Costa fez um excelente trabalho e conseguiu pôr o Esgueira a competir entre os “grandes” durante muitos anos. Eu, em casa e como treinador, tinha todo o gosto em ver toda a dinâmica que as equipas do Esgueira apresentavam.
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