
Câmara chama agentes culturais
A dificuldade de atuação de artistas em bares e cafés, em Aveiro, será um dos assuntos a abordar num encontro com agentes culturais, anunciou Luís Souto, embora sem precisar uma data. O autarca respondia a Diogo Gomes, da IL, na assembleia municipal, que criticou a autarquia pela sua «posição dominante de promoção cultural». Criticou o limite de dez atuações por ano e com um custo de «150 euros».
Diogo Gomes referiu-se ainda ao regulamento para os artistas de rua, que Luís Souto Miranda prometeu em campanha, enquanto o anterior presidente, Ribau Esteves, anunciou a sua desistência. O deputado pediu um «calendário» para a elaboração de um regulamento, mas não obteve resposta. O liberal sugeriu a regulação da permanência de um artista no espaço público, através de uma aplicação informática, como os parquímetros, cobrando, «à hora», uma «taxa simbólica». O objetivo é ter «mais cultura» e «mais programação independente». Luís Souto Miranda defendeu uma «perspetiva complementar» e não «dominante» e disse ao liberal para o contactar «se tiver conhecimento de artistas que não têm oportunidade para atuar».
Sugeriu ainda a Diogo Gomes que acompanhe o Festival dos Canais, o Prisma e a Maratona da Europa... tudo ajuda à permanência (de turistas) e concordou «com tudo o que (Diogo Gomes) disse», garantindo que a câmara está «a trabalhar nisso diariamente».
Luís Souto teve o apoio de Ana Oliveira, do CDS, para quem a política cultural da Câmara de Aveiro é «consistente e ambiciosa».










