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«Hospital de Proximidade» garante serviços de saúde aos arouquenses da periferia concelhia

Projeto-piloto já realizou cerca de 100 colheitas de sangue e está agora em preparação o início da realização de eletrocardiogramas

«Para aproximar e facilitar». Margarida Belém salientou, ontem, que o serviço «Arouca - Hospital de Proximidade» em ativação visa aproximar os arouquenses das zonas mais periféricas dos cuidados de saúde. Estão em causa as grandes distância a percorrer para chegar ao Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

Em declarações à Lusa, a presidente da câmara tinha já salientado que o projeto «potencia uma utilização mais racional dos recursos disponíveis, favorecendo a eficiência do sistema de saúde e a redução de custos associados à mobilidade dos utentes, com maior conforto e segurança para estes».

A parceria entre a autarquia e a ULS (Unidade Local de Saúde) do Entre Douro e Vouga (EDV) ainda não está a funcionar em pleno, mas, desde o início de janeiro, implicou cerca de 100 colheitas de sangue e está, agora, em preparação o início da realização de eletrocardiogramas.

Em Arouca, ambos os procedimentos realizam-se às quintas-feiras – dia em que haverá capacidade para análises de sangue a 15 utentes e para outros tantos exames ao coração – e cabe à autarquia assegurar o transporte das colheitas até aos devidos laboratórios.

O diretor clínico da ULS, Carlos Carvalho, realçou que o novo hospital de proximidade vem complementar a oferta disponível da consulta de telecardiologia, realizada à distância com recursos a meios audiovisuais.

Assinalou que «aplica-se à realização de exames pré-operatórios e a doentes da região, obviando deste modo uma deslocação ao Hospital São Sebastião», apontando a colaboração da câmara como «fundamental para disponibilizar a logística necessária ao transporte de amostras, devidamente validadas pelo serviço de patologia clínica».

Margarida Belém disse-se satisfeita com os resultados obtidos até agora, mas indicou que ao fim de seis meses o projeto será alvo de uma avaliação. «Se o resultado for positivo, está previsto avançar-se também com a implementação da teleconsulta de anestesia», enfatizou.

Ontem, na reinauguração da Extensão de Saúde de Chave, a chefe do governo local arouquense sublinhou a importância de, com este modelo de intervenção, garantir serviços de saúde «de qualidade» aos munícipes «mais fragilizados».

Fevereiro 25, 2026 . 10:30

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