
Portarias digitais já controlam acessos terrestres aos terminais
Foram ativadas, em dezembro passado, as “Portarias Digitais”, um «passo decisivo na modernização e digitalização do controlo de acessos terrestres aos terminais norte, granéis sólidos e líquidos do Porto de Aveiro, informou a administração esta quinta-feira, constituindo um investimento que ascendeu a 4,6 milhões de euros, financiado pelo Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade - Sustentável 2030, através do Fundo de Coesão, com um cofinanciamento de 85% do valor de investimento elegível.
Já se encontra operacional este novo sistema de gestão da entrada e saída automatizada de pessoas, mercadorias e veículos e fornecimento de informações em tempo real à plataforma logística portuária, através destas “Portarias” que se encontram incluídas na Estratégia Portos 5+, «inserindo-se nas medidas de aumento da digitalização das atividades do Porto de Aveiro». Segundo comunicado da Administração do Porto de Aveiro (APA), foram instaladas «tecnologias avançadas para o reconhecimento, validação e registo de pessoas, veículos e mercadorias, permitindo a automatização integral dos processos de entrada e saída nos terminais». As novas portarias «estão integradas com o Cartão Único Portuário (CUP) e com a Janela Única Logística (JUL), assegurando uma gestão mais eficiente e célere dos fluxos logísticos», acrescenta.
Se antes de dezembro os procedimentos eram feitos manualmente, passaram a ser automatizados, «possibilitando igualmente a monitorização do tempo de estadia nas instalações portuárias», ativando um novo sistema de controlo de acessos que «promove uma maior fluidez das cadeias logísticas, reforça a segurança das infraestruturas e permite a gestão do acesso aos terminais com base no prévio agendamento das operações portuárias». É um sistema que reduz congestionamentos, «sobretudo no início dos turnos de carga e descarga dos navios».
As “Portarias” reforçam a eficiência operacional e contribuem para a redução das emissões de gases com efeito de estufa, através da otimização dos fluxos de veículos pesados, segundo a APA, «promovendo uma maior sustentabilidade ambiental e económica das cadeias logísticas que utilizam o porto».
A APA considera ainda que «num contexto de crescimento do movimento de mercadorias do porto, como é o registado na atualidade, este projeto revela-se crítico para o reforço da competitividade e a atratividade do Porto de Aveiro no sistema de transportes».











