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Festival das Camélias dá cor a fim de semana ensombrado pela tempestade Marta

A não realização do evento, por o concelho severense ser um dos que está em situação de calamidade, ainda esteve em cima da mesa, mas não passou de uma hipótese

Debaixo de chuva que caía copiosamente e de vento que “não estava para brincadeiras”, a nossa reportagem foi, ontem de manhã, de Aveiro a Sever do Vouga, «onde a natureza se transforma em arte» e também onde casa sim, casa não, há uma camélia (ou até mais) no jardim. Naquela vila, concretamente no CAE – Centro das Artes e do Espetáculo, encontra-se a decorrer até hoje o Festival das Camélias de Sever do Vou­ga. Organizado pelo município severense, o evento conta, nesta sua 5.ª edição, «com cerca de 25 participantes, entre expositores, artesãos e pastelarias», como nos adiantou Paula Coutinho, sublinhando o facto de , este ano,  o certame ir muito a­lém da exposição botânica, oferecendo «uma experiência i­mer­siva que cruza a arte, gastronomia e património natural».

A camélia é «a rainha de Sever do Vouga»

Em representação do presidente da câmara municipal Pedro Lobo, ausente por motivos de saúde, a vereadora falou, visivelmente orgulhosa, sobre «a rainha de Sever do Vouga» - leia-se a camélia. «O nosso rei é o mirtilo, um verdadeiro elixir da juventude. E, depois, também temos uma rainha que em­beleza o concelho como a ca­mélia», disse Paula Coutinho, aproveitando a oportunidade para enfatizar «a existência de camélias centenárias por todo o concelho». São os casos, por exemplo, das que existem no Cemitério de Sever do Vouga e na Fundação Bernardo Barbosa de Quadros. Questionada pelo nosso jornal acerca da situação de calamidade em que Sever do Vouga se encontra, devido à tempesta­de Marta, a autarca referiu que a não realização do Festival das Camélias este fim de semana ainda chegou a estar em cima da mesa. Mas, «depois de garantidas todas as condições de modo a não pôr em risco nada nem ninguém, incluindo a escolha de um local coberto [CAE], decidimos manter o e­ven­to», prosseguiu.  «Até porque», prosseguiu, «com um tem­po tão cinzento como o que está, é uma forma de dar ânimo e alegria aos munícipes e forasteiros».

 

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Fevereiro 8, 2026 . 09:15

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