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GrETUA rende-se hoje à energia dos xauxau dodô

Às 22 horas, o GrETUA recebe o coletivo de sete músicos minhotos que fazem música sem pedir licença. Na mesma noite há uma nova exposição para ver

Os xauxau dodô quando estão em palco resultam num corpo sonoro onde “afrobeat”, “jazz”, música ambiental e referências clássicas se cruzam por «trilhos selvagens e mal sinalizados, num percurso que reflete sobre o ser humano, as suas grandezas e minúcias». Pelas músicas, trazem à baila assuntos como o antropocentrismo ou as grandes conquistas sociais, enquanto «celebram a vida, a amizade e os joelhos esfolados na infância».
Trata-se de uma banda emergente mas cheia de talento, que junta sete realidades artísticas individuais num projeto autêntico e cheio de originalidade, onde as atuações individuais são genuínas e levam a um resultado final surpreendente.

Primeiro disco
“Bandos e cardumes”
Formados por André Blast (percussão), Gonçalo Cravinho Lopes (baixo), Jorge “Cientista” Carvalho (bateria), José Luís Carvalho (sintetizadores), Maria João Leite (voz e saxofone), Ricardo Rodrigues (saxofone) e Tiago José (guitarra), os xauxau dodô editaram em outubro do ano passado o seu disco de estreia numa viagem entre os pergaminhos do “jazz”, do “trip-hop”. “Bandos e cardumes” marca a estreia do primeiro longa duração da banda, «num clamor de que “em cada esquina um amigo” de nada adianta caso ele não te ajude a atravessar a estrada».
Um disco que é também um manifesto colectivo que fala abertamente ao mundo, dele bebendo influências de coordenadas diversas que confluem algures no Minho e que personificam as ânsias de uma contemporaneidade desprovida de Norte.
O álbum inclui seis faixas originais e está disponível em formato digital em todas as plataformas.

Exposição de UIVO
até março
Também hoje, o GrETUA estreia a nova exposição da galeria suspensa, no “foyer” do espaço. A mostra intitula-se “Pista”, e é da autoria de UIVO. Esta exposição, para ver de “cabeça no ar” integra o quadrimestre dedicado ao jogo e propõe uma reflexão visual sobre percepção, ilusão e movimento.
A exposição estará patente de janeiro a mar­ço, com entrada livre, podendo ser visitada em qualquer evento que aconteça no GrETUA, ou mediante pedido.
Partindo do desenho como campo de jogo, sem partidas nem chegadas, “Pis­ta” reivindica o céu como plano do faz de conta. As caixas de luz tornam-se tabuleiros, e o olhar do público, peão em deslocação constante.
Gonçalo Fialho, designer e ilustrador independente, trabalha a partir de processos de observação, arquivo e engenhos gráficos, cruzando prática artística e pen­sa­men­to visual.
Este será, assim, um início de noite que cruza música e artes visuais, abrindo o espaço a diferentes formas de escuta e de olhar.
Para reservas do concerto da banda de Barcelos, que começa pelas 22 horas, podem seguir o gretua.pt.

Janeiro 30, 2026 . 09:15

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