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Captura acidental de golfinhos jovens põe espécie em perigo na costa portuguesa

O estudo, dado a conhecer por uma nota de imprensa da UA, indica que a morte de fêmeas adultas e de jovens que não atingiram a idade reprodutiva compromete a renovação da espécie.

A sobrevivência do golfinho comum na costa portuguesa pode vir a estar comprometida, devido à captura acidental de animais sem atingirem a idade reprodutiva, alerta um estudo da Universidade de Aveiro (UA) hoje divulgado.

Em causa está a preservação da população de golfinho-comum ('Delphinus delphis'), a espécie mais frequentemente observada em Portugal, segundo conclui um estudo da Universidade de Aveiro.

Com base na análise de 240 animais arrojados mortos, entre Caminha e Peniche, nos anos 2020 e 2023, a equipa de investigação da Universidade de Aveiro concluiu que a captura acidental em artes de pesca é a causa principal de morte na costa portuguesa.

O estudo, dado a conhecer por uma nota de imprensa da UA, indica que a morte de fêmeas adultas e de jovens que não atingiram a idade reprodutiva compromete a renovação da espécie.

A equipa examinou durante dois anos os cadáveres para determinar a idade e a maturidade sexual dos indivíduos recolhidos na costa portuguesa, determinando que os exemplares analisados tinham entre menos de 1 ano e 23 anos, com maior incidência nos grupos considerados mais vulneráveis, sendo os jovens e as fêmeas adultas os grupos mais frequentemente encontrados.

A maturidade sexual da espécie ocorre quando atingem por volta de 9 anos de idade, mas a maioria dos exemplares analisados morreu antes de alcançar essa fase.

O golfinho-comum está classificado como quase ameaçado no Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal, apesar de ser a espécie mais frequente.

As especialistas defendem a continuidade da monitorização para traçar o perfil demográfico da população de mamíferos marinhos na região, bem como da necessidade de implementar medidas de conservação mais eficazes, capazes de reduzir a mortalidade e assegurar a proteção futura da espécie.

O estudo foi desenvolvido por Alexandra André, no âmbito da tese de mestrado, em colaboração com as investigadoras Sofia Tavares, Andreia Torres Pereira, Silvia Monteiro e Catarina Eira.

Janeiro 29, 2026 . 16:48

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