
Uma festa com lugar central na cultura e identidade feirenses
Amadeu Albergaria, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sublinha que «a Festa das Fogaceiras ocupa um lugar central na identidade» feirense, «pela sua antiguidade, mas sobretudo pela forma como tem sido vivida e cuidada pela comunidade, preservando o essencial e transmitindo-o às novas gerações», salientando que a celebração do voto a São Sebastião está «enraizado, e mobiliza famílias, escolas, associações e voluntários de todo o concelho, atravessando idades e gerações».
O autarca acrescenta ainda que a festividade “chegou” aos nossos dias porque os antepassados feirenses e santamarianos a mantiveram «viva, respeitando o seu significado religioso, cultural e cívico», e «adaptaram-na aos diferentes tempos, sem a descaracterizar». Atualmente, esse cuidado é assumido, como garantiu, pelo município e pela comunidade, num trabalho partilhado que garante a continuidade desta tradição.
A câmara municipal estende o programa da festa a todo o mês, com um programa que cruza as dimensões religiosa, cultural, educativa e gastronómica, envolvendo diferentes públicos. Exposições, oficinas, iniciativas educativas, espetáculos e momentos de valorização da fogaça de Santa Maria da Feira integram uma programação pensada para garantir a permanência da tradição desde a infância até às gerações mais velhas.
A música assume um papel central na programação cultural, com o ciclo “3 Concertos, 3 Casas”, feito de propostas musicais em diferentes pontos do município.
Destaque para a estreia absoluta do tema “O Mundo Vai Dar Certo”, da banda Daguida, criado especialmente para a Festa das Fogaceiras 2026, e para o concerto de encerramento, no dia 31 de janeiro, no Europarque.
Em palco, estarão mais de 200 músicos das quatro bandas filarmónicas do concelho, que irão acompanhar o cantor Fernando Daniel, num encontro que junta gerações, associações e intérpretes do território feirense.











