
«Clube para todos» é «um veículo de resposta social»
«Um clube de todos para todos!», sublinhou Rita Veloso, presidente do Clube A4 de Ginástica, sediado na vila de Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira. Para além da competitividade das suas classes e equipas, o grémio assume a ginástica como um instrumento social ao serviço da inclusão.
Na passada terça-feira, ao início da tarde, o Diário de Aveiro acompanhou um dos treinos — realizados duas vezes por semana — dos ginastas com deficiência. «Gosto de estar aqui»; «gosto de cada minuto que aqui passo»; e «amo estar aqui e conviver com esta malta», foram algumas das expressões recolhidas junto dos atletas.
A treinadora Inês Santos explicou que o treino incluía aquecimento e a execução de elementos básicos da ginástica, como cambalhotas, pinos e exercícios de coordenação e agilidade. Participaram na sessão utentes do CACI – Centro de Atividade e Capacitação para a Inclusão, valência situada na vila de Fajões (concelho de Oliveira de Azeméis) da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira, bem como da CERCI de São João da Madeira.
André Diogo, de 39 anos, natural de São João da Madeira e utente da CERCI, é um atleta entusiasta do Clube A4. Apresentando-se como «um dos mais antigos da casa», destacou o seu percurso competitivo, nomeadamente na barra fixa e noutros aparelhos, comprovado pela conquista de medalhas em campeonatos nacionais.
Também da CERCI de São João da Madeira, José Santos, de 31 anos, partilhou a sua satisfação por integrar o grupo, sublinhando o gosto pela prática da ginástica e o seu empenho nos treinos. Valoriza «cada minuto» vivido neste contexto.
Miguel Correia, de 21 anos, residente em Fajões e utente do CACI, destacou a importância desta prática desportiva aliada à interação social, referindo que contribui «para uma vida saudável». Acrescentou ainda que adora participar em competições.
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