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Restam 20 dias para desfrutar da Bienal de Cerâmica

Até ao dia 18 de janeiro, Aveiro está transformada num palco mundial da cerâmica artística e além da exposição das peças selecionadas, há um programa paralelo de oficinas e visitas

A XVII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, que está a decorrer em vários espaços da cidade de Aveiro, tem conquistado um cada vez maior e melhor posicionamento internacional e isso reflete-se nas 488 candidaturas rececionadas para o concurso, correspondendo a 782 obras de artistas de 62 nacionalidades. Um universo alargado de peças e uma tarefa exigente para o júri que, com rigor, selecionou 110 obras de 96 artistas representantes de 36 nacionalidades, atribuindo três prémios e seis menções honrosas.

Decorrem 12 exposições, programadas para os museus e galerias da cidade, bem como para o espaço urbano, onde artistas consagrados e talentos emergentes coabitam, mostrando a multiplicidade de percursos artísticos da criação artística contemporânea, sendo que o Museu de Aveiro/Santa Joana é o epicentro da Bienal, com mais de 100 obras expostas.

Em paralelo, decorre uma programação cultural intensa que acompanha e complementa as exposições e que chega ao público de muitas formas criativas. Um bom exemplo é o programa de workshops e oficinas, havendo ainda vagas para a formação: “Herança Afetiva: técnicas tradicionais como apoio e reflexão à prática escultórica contemporânea», que será orientada pela portuguesa, Lisa Barbosa, e que está agendada para dia 10 de janeiro, entre as 10 e as 12 horas.

Com um valor de inscrição de 10 euros, nesta sessão os inscritos vão criar «diálogos que questionam o papel das técnicas tradicionais como elementos essenciais no círculo das nossas heranças afetivas. Através de uma abordagem de experimentação e memória, serão discutidos processos manuais que para além de puras maestrias técnicas na área da cerâmica, criam caminhos de conexão com a nossa história, as nossas pessoas e o nosso território. Iremos adotar uma postura sensível e atenta aos tempos de hoje, num resgate a expressões manuais dos anteriores a nós», refere a organização, acrescentando que «relembrar o passado e praticar o gesto ancestral é compreender o nosso presente e inevitavelmente construir o nosso futuro».

Nesta área de formação, de destacar que já estão gostadas várias formações, nomeadamente, a masterclass de Paula Bastiaansen, que explora o delicado equilíbrio entre força e vulnerabilidade, que está no centro do seu trabalho; “Junta cacos”, que ensina a arte japonesa de reparar cerâmica quebrada com ouro; uma sessão de cerâmica com a aveirense Pássaro de Seda; uma oficina de “Raku” com Yola Vale ou ainda a de “Filamentos e texturas” com Alberto Bustos, sem esquecer a sessão “Aquiles cerâmica”, que faz uma introdução à roda de oleiro. Todas esgotadas.

Visitas orientadas

Mas, a Bienal proporciona, também, o contacto com as obras de forma “orientada e explicada” e para isso foi preparado um programa de visitas guiadas por vários espaços da Bienal Visitas orientadas por artistas convidados. “Heliotropismo: do negro centro que é tudo» é a próxima proposta, orientada por Lisa Barbosa e marcada para as 15 horas do dia 10 de janeiro, no edifício da Estação de Aveiro. Segue-se, dia 17, à mesma hora mas no Museu Arte Nova, a visita “Fragilidade”.

A pensar nas famílias, decorre dia 10 de janeiro, entre as 15 e as 16 horas, no Museu da Cidade, o atelier “São Gonçalinho em barro”.

Música e dança

Relativamente ao programa cultural que acompanha a Bienal, há vários momentos programados, desde a música à dança, sendo o primeiro no dia 3 de janeiro, no Museu de Aveiro, às 17 horas, com o concerto de Beatriz Pinto “Do Renascimento aos dias de hoje na guitarra clássica”. No dia 4, à mesma hora e no mesmo local, é a vez de Carmo Quintela apresentar um concerto de harpa intitulado “ Matéria sensível”. A dança chega dia 17, à Estação de Aveiro, com a estreia do espetáculo “Terracorpus”, por Álvaro Ribeiro e Daniela Costa, «num espetáculo de dança contemporânea que parte do corpo humano como ferramenta, molde e matéria de criação».

O último momento chega dia 18, pelas 18.30 horas, no Centro Cultural e de Congressos, com um concerto da Orquestra das Beiras que marca o encerramento da Bienal. Será uma visita aos elementos pelas mãos do maestro titular da Orquestra das Beiras, Jan Wierzba.

Dezembro 30, 2025 . 09:30

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