
Noite de vandalismo na Av. Dr. Lourenço Peixinho
Daniel Meaño
Vários estabelecimentos comerciais da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, em Aveiro, foram alvo de atos de vandalismo durante a madrugada desta segunda-feira, que provocaram danos significativos em portas e montras de vidro, mas sem consequências de maior gravidade.
Durante a tarde de ontem, o Diário de Aveiro percorreu os locais afetados, entre os quais se encontram o Restaurante Zig Zag, o Bankinter, a Sosel - Corretores de Seguros, o Centro Comercial Oita, a empresa de construção Savecol e o supermercado My Auchan. Em todos os casos, os atos de vandalismo apresentam um padrão semelhante, com danos em portas e fachadas de vidro, alegadamente causados pela utilização de pedras ou outros objetos pesados.
No local, foi possível falar com Mário Moitalta, um dos proprietários da empresa Savecol, que terá sido o primeiro a aperceber-se da situação. «O alarme disparou por volta das duas horas da manhã. É uma tristeza e uma vergonha. Esta situação preocupa-nos cada vez mais. Gostava que houvesse muito mais policiamento, porque já não é a primeira vez que acontece nesta avenida. Sendo o centro da cidade, deveria ser mais seguro, não só para os comerciantes, mas também para as pessoas que aqui passam», afirmou.
No My Auchan, a reação foi de preocupação, embora os danos tenham sido menores. «O vidro é temperado, por isso é difícil que ceda totalmente, mas está partido. Estamos cada vez mais preocupados. Isto não pode continuar a acontecer: hoje é vandalismo, amanhã são furtos e depois perde-se tudo», referiu Vítor Nunes, proprietário do supermercado. O comerciante destacou, ainda, o impacto pessoal da situação: «Isto preocupa-nos não só como comerciantes, mas também como pais. Os meus filhos saem à noite e cada vez tenho mais receio que percorram a avenida para voltar a casa». Vítor Nunes salientou, ainda, a necessidade de união entre os comerciantes, defendendo: «Temos de apresentar queixa e continuar a exigir um reforço do policiamento».
Noutros estabelecimentos não foi possível obter informações mais detalhadas. Um dos gerentes, que pediu para não ser identificado, revelou: «Já desistimos de apresentar denúncias à PSP, não vale a pena».
Após ouvir os proprietários e responsáveis dos estabelecimentos afetados, o Diário de Aveiro contactou a PSP para obter esclarecimentos adicionais. Ao que apurámos, «o suspeito foi abordado por operacionais da PSP, por volta das 7 horas da manhã, e assumiu a responsabilidade pelos atos de vandalismo». No entanto, acrescenta a mesma fonte, «o indivíduo apresentava sinais de desorientação e um discurso incoerente», o que levou ao seu encaminhamento para o Hospital de Aveiro, onde permanece internado para avaliação psiquiátrica.












