
Socialistas pedem quatro votos da maioria PSD-CDS contra plano da Câmara de Aveiro
Os socialistas Pedro Pires da Rosa, último da lista de candidatos suplentes à Assembleia Municipal de Aveiro, nas últimas autárquicas, e Alberto Souto, eleito vereador com mandato suspenso, lançaram, esta quinta-feira, um apelo nas redes sociais tentando convencer quatro elementos da maioria PSD-CDS a votarem contra o plano da câmara, o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, que viabiliza um hotel de 12 andares à entrada da cidade.
A ordem de trabalhos da assembleia municipal desta quinta-feira à noite, a partir das 20.30 horas, com transmissão "online" e aberta à assistência de público, com possibilidade de intervir, inclui a “Apreciação e deliberação da revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso”.
Pedro Pires da Rosa redigiu uma “carta aberta aos deputados da assembleia municipal de Aveiro” e, contra as «três torres, em forma de estrela, cada uma com 12 andares», já conta com «15» que «tendem já para a revogação; para alcançar a maioria, de 19, faltam apenas quatro. Quatro cidadãos. Quatro gestos de coragem».
No seu apelo às bancadas do PSD e CDS, pergunta Alberto Souto se votarão a favor do plano «só por não quererem ter uma derrota parlamentar?». Avisa que a «elaboração do Plano foi manipulada para servir os interesses de um privado e não o interesse público e é, portanto, flagrantemente ilegal». O Plano «expropriou os direitos construtivos da família Bóia, sem indemnização, e é, por isso, um esbulho indecente e criminoso de outros interesses privados legítimos, que se arrastará pelos tribunais», escreve. Num comentário a esta publicação, António Paulo Bóia comenta que, «a não existir revogação, iremos avançar de imediato com uma ação crime com vista ao apuramento penal de todos os implicáveis».
Pires da Rosa também se refere a este aspeto. «Acresce que, tal como o Plano foi feito à pressa e à martelada na última hora, deixa de fora interesses legítimos da família Bóia, o que o condena, desde já (com ou sem razão o tribunal decidirá), a anos de litígios judiciais», afirma.
O Plano foi aprovado durante a presidência anterior, da Câmara de Aveiro, de Ribau Esteves, também da coligação PSD-CDS. No atual mandato, com esta coligação sem maioria, os vereadores do PS e o Chega conseguiram a aprovação da revogação, seguindo-se este passo seguinte, de hoje, de votação na assembleia municipal.










