
Rua fechada ao trânsito à espera da câmara
A Rua dos Marnotos, em Aveiro, encontra-se fechada ao trânsito automóvel, impedindo os que necessitam da via aberta para circular, principalmente para descargas de produtos para os estabelecimentos da restauração, o que não tem sido possível devido a este problema.
Os buracos que se abrem nesta rua, e noutras, surgem na zona de circulação automóvel, mas também nos passeios e esplanadas.
Contactado ontem pelo Diário de Aveiro, o vice-presidente da câmara, Rui Santos, transmitiu que a autarquia está «a preparar uma intervenção para essa rua», mas sem precisar ainda a data para o início da empreitada
É uma rua de grande circulação, ligando a Praça 14 de julho à Praça do Peixe, no centro da cidade. Já foi uma rua apenas com habitação e algum, pouco, comércio, antes de mudar para o atual cenário de um bairro tomado pelo turismo, com a restauração, bares e alojamentos locais a dominarem o espaço.
Desencontro
O estado de conservação não foi mantido ao longo dos anos, não acompanhando o crescimento do número de turistas na cidade, o que acontece também com outras ruas, muitas em mau estado, inseguras, com buracos, pedras soltas, aluimentos e o chão irregular, material solto, como tampas de sarjetas e profusão de cabos de comunicações e tubagens à vista, o que acontece em zonas pedonais.
A reparação da Rua dos Marnotos será circunstancial, para resolver este problema concreto e urgente, e não se trata do início de um plano de reabilitação geral do Bairro da Beira Mar, que a câmara municipal anunciou, mas nunca concretizou. Por exemplo, para o orçamento deste ano, a autarquia anunciou, em 2024, a “Reabilitação urbana do Bairro da Beira-Mar” e previa investir 8,4 milhões de euros.
Mas, leia-se uma decisão que a câmara tomou em 2019: «O executivo municipal deliberou aprovar a abertura do concurso público para elaboração do projeto de qualificação do Bairro da Beira Mar, pelo valor base de 150.000 euros + IVA, perspetivando-se um investimento em obra de três milhões de euros». Já na altura, segundo o diagnóstico que a autarquia fez, o bairro apresentava «desequilíbrios nos espaços dedicados às diferentes funções, principalmente no que respeita aos percursos pedonais e cicláveis e espaços de estadia e lazer. É opção da câmara corrigir estes desequilíbrios e redimensionar as áreas reservadas ao carro, ao peão e ao ciclista, favorecendo os modos suaves de transporte, as zonas pedonais e os residentes».
Sem manutenção
O tempo passou e os problemas agravaram-se, sendo, ainda, atingida por inundações, principalmente quando a chuva é intensa e persistente, piorando se coincide com a enchente das marés vivas. Provavelmente, contribuíram para o mau estado do piso de uma rua ao nível do canal. Antes de 2019, e depois desse ano, não se realizou qualquer obra de manutenção ou reparação nesta e noutras ruas. De novo, “apenas” a requalificação e construção de novas habitações e “Alojamentos Locais”, de iniciativa privada.











