
As crianças e jovens em risco precisam da ajuda dos políticos e da comunidade
O socialista Jorge Gonçalves espera que a intervenção que fez sobre a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Aveiro (CPCJ) na última reunião da assembleia municipal tenha sensibilizado os restantes membros de todas as bancadas para vários problemas que afetam o funcionamento daquela instituição, apesar de atuar na segurança, saúde, formação, educação e desenvolvimento.
Mas suscitou apenas uma reação. Foi a do presidente da mesa da assembleia, Capão Filipe (CDS), provavelmente por já ter presidido àquele organismo pelo qual tem uma «enorme empatia», afirmou.
A CPCJ integrou a agenda da assembleia para a designação de um cidadão a integrar a sua comissão alargada, indicando Ângelo Ferreira, mas Jorge Gonçalves aproveitou o momento para se referir aos problemas, necessidades e a alguns dados relativos ao último relatório da CPCJ, de 2024.
No final da intervenção conclui: «o PS tem a firme esperança de ter sensibilizado, agora, todos para a enorme importância da CPCJ».
No sentido de apelar a uma mobilização maior dos políticos, dirigiu-se a todas as bancadas: «a CPCJ pensa em nós todos os dias, mas compete-nos agora, pessoas com responsabilidade política, pensar na CPCJ». É que, à CPCJ, falta «capacidade» para atuar, como disse Jorge Gonçalves: «precisamos que a CPCJ tenha capacidade para atender, assumir e tratar as centenas de processos todos os anos», afirmou na assembleia o socialista, aliás, um ex-elemento da comissão alargada entre 2017 e 2021.
A questão envolve crianças, adolescentes e jovens, com idades entre os 0 e os 2 anos de idade, tendo a maioria entre 6 e 17 anos.
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