
«Senti-me totalmente desrespeitado enquanto pessoa e profissional»
Diogo Viana, futebolista formado no Sporting e FC Porto, que representava o Anadia desde o início da época, denunciou, na quarta-feira, que o clube anadiense colocou termo ao contrato que ligava as duas partes, num processo, aparentemente, muito similar ao de Fábio Fortes, que também já não está no clube.
«A minha passagem pelo Anadia não correu, infelizmente, como desejava. Pela primeira vez na minha carreira desportiva senti-me totalmente desrespeitado enquanto pessoa e profissional», vincou o jogador numa publicação nas suas redes sociais. «Faço esta comunicação para tornar público que o presidente do Anadia FC SAD, Vítor Raposo, e o diretor desportivo, André Nogueira, decidiram pôr termo ao meu contrato de trabalho sem qualquer justificação para o efeito, o que me levou a recorrer aos tribunais para a resolução da questão», revelou, ainda, o jogador, que garante que na sua carreira «nunca tinha sido confrontado com uma situação deste tipo», falando num «total desprezo» pelos seus direitos e de um «precedente grave que nenhum futebolista pode aceitar na defesa da sua profissão».
Diogo Viana, que fez nove jogos no Anadia, conta com o apoio do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol.
«Não existe qualquer despedimento ilícito»
O Anadia reagiu, em comunicado, publicado no “site” zerozero.pt, revelando que «todas as partes envolvidas em contratos de trabalho estão vinculadas a cláusulas de confidencialidade» e que «o clube cumprirá sempre a lei».
Explicando que as decisões relativas aos termos do vínculos contratuais dos atletas «resultaram de avaliações internas realizadas pela equipa técnica, pelo diretor desportivo e pela administração», a SAD anadiense garante que «iniciou o processo propondo soluções amigáveis e equilibradas para todas as partes. Tal como acontece nas melhores práticas, procurou-se sempre a via consensual. Não tendo sido possível alcançar o acordo - porque as propostas apresentadas não foram aceites - a SAD avançou para as rescisões nos termos previstos no contrato e na lei». Por isso, não tem dúvidas: «O processo foi conduzido com total rigor e respeito pelas normas aplicáveis. Não existe, por isso, qualquer despedimento ilícito - apenas o exercício legítimo de direitos contratuais».
O clube anadiense estranha, ainda, que o comunicado divulgado por Diogo Viana surja «cerca de quatro semanas após a rescisão». |












