
PS acusa Câmara de «fuga para a frente»
O PS, pela voz do vereador Rui Castilho Dias, considera que o lançamento, nas próximas semanas, do concurso público internacional para a construção do eixo rodoviário Aveiro-Águeda, anunciado em conjunto pelas duas autarquias, é «uma fuga para a frente sem fundamento», uma vez que a empreitada não parece ter uma fonte de financiamento assegurada.
O processo, disse o autarca da oposição na reunião camarária de ontem, «não está devidamente esclarecido», desde logo o preço da intervenção, cujas estimativas passaram de 47 para 140 milhões de euros.
«Ficámos a saber por dois secretários de Estado que a execução não vai acontecer ao abrigo do PRR», contrariamente ao que estava previsto, ficando por saber quais são as alternativas viáveis para o financiamento da obra. Rui Castilho Dias enalteceu o «esforço» das duas autarquias em «dar seguimento» a este «desígnio da região», mas advertiu para as incertezas que subsistem em torno do processo. «O processo é difuso e com mensagens contraditórias entre o governo local e o governo central», alertou, questionando Luís Souto, presidente da Câmara, sobre qual a «fonte de financiamento concreta que sustentará o concurso publico» e qual o valor que será apresentado ao mercado. No caso de serem as câmaras a avançar com «capitais próprios», a sua «sustentabilidade financeira» poderá ficar comprometida, comentou.
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