
«Temos o clube a recuperar de uma forma evidente»
Diário de Aveiro: Como é que surgiu a sua ligação ao Hóquei Clube da Mealhada (HCM)?
António Loureiro: A minha ligação começou, há uns anos, quando os meus filhos jogavam no clube. Eles vieram da Académica de Coimbra, por isso, a minha ligação começou como pai.
Quando iniciou as funções de presidente, no passado mês de abril, como é que encontrou o HCM?
É importante começar por referir que este é um clube que tem 54 anos, mas com muita história. É um clube que já teve muito sucesso, que já trouxe muitos títulos e já deu muitas alegrias às pessoas da Mealhada e da região. O clube era a imagem da Mealhada, que se revia no clube, que atingiu um patamar muito alto no país em termos de hóquei em patins, que é a modalidade rainha. Nós encontrámos o clube com dois cenários completamente diferentes: favorável em termos financeiros, mas desanimado desportivamente. Equilibrado financeiramente, mas desacreditado internamente.
O que é necessário para reverter essa situação?
É o que estamos a fazer. Primeiro, foi preciso criar expetativas nas pessoas, foi preciso trazer uma dinâmica diferente e fazer crer às pessoas que íamos ser diferentes para melhor. Como? Com novos treinadores - muitos deles, figuras da “casa” e que regressaram -, trazer atletas e dar à equipa sénior condições que nos permita ambicionar subir de divisão e atingir um patamar que é aquele que o clube merece. Na patinagem artística, demos também as condições necessárias para aumentar a qualidade. Temos melhores condições de treino e de apoio. Na Academia de Dança, implementámos as danças contemporâneas e temos mais uma sala disponível. Finalmente, no karaté, também demos todas as condições, ou seja, neste momento temos o clube a recuperar de uma forma evidente.
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