
Empresas e Negócios: Acelera Portugal inaugura “hub de startups”
A Acelera Portugal já tem casa em Vagos. O projeto, executado no país pela empresa Hypernova, tem como objetivo investir e acelerar 15 startups, em “early stage” até ao final deste ano, com a ajuda do Flywheel Fund: cada startup selecionada contará com 100 mil euros para desenvolver e fazer crescer o seu negócio. «A nossa teoria é a de que o dinheiro não é suficiente», adverte, ainda assim, Joey Moreau, da Hypernova, responsável pela angariação de fundos e por apoiar as “startups”. Para além dos fundos monetários, a equipa quer ajudar as empresas a «evitar erros» e a vender os seus produtos. «Algo especial sobre este projeto são os contratos “offset”: no momento em que investimos numa empresa, podemos, imediatamente, conectá-la a grandes empresas industriais».
Nos próximos três anos, a Acelera Portugal quer apoiar 200 startups, num investimento que rondará os cerca de 20 milhões de euros. «Investimos em empresas que já têm um pé fora da garagem. Não queremos dizer-lhes qual é o caminho, queremos fazê-las chegar lá mais depressa», explica Moreau, que tem a expectativa de que, nos próximos cinco anos, o território testemunhe um crescimento substancial.
Para o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território e antigo presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado, o enraizamento da incubadora no território adquire uma importância significativa. «É um complemento para o sucesso industrial da região e do concelho de Vagos. Estarão aqui algumas das empresas que darão cartas do ponto de vista tecnológico», sustentou. Também o presidente da AIDA, Fernando Paiva de Castro, sublinhou que ontem foi um «dia grande» para o distrito. Já o vice-reitor da Universidade de Aveiro, João Veloso, também presente no evento, assegurou que a instituição estará sempre disponível para fornecer a «matéria-prima», ao nível da investigação e talento humano, necessárias às “startups” instauradas no território.
Porquê Aveiro? Joey Moreau responde: «Vemos aqui muito potencial para desenvolvimento urbano». O membro da equipa da Hypernova sublinha que os maiores “hubs” económicos do mundo começaram em zonas praticamente «desertas», porque a «inovação e a nova economia nunca acontecem em centros já estabelecidos». Os elevados custos de habitação, as redes de “network” «demasiado emaranhadas» dificultam o crescimento. «Precisamos de criar algo novo e Aveiro tem todos os elementos necessários para fazer com que isso aconteça», garante. |










