
Câmara de Águeda confia no arranque e financiamento da nova ligação a Aveiro
O presidente de Câmara de Águeda, Jorge Almeida, traça o cenário mais otimista de sempre quanto à construção do eixo viário de ligação a Aveiro, uma estrada de 14 quilómetros que reduz o tempo de viagem a dez minutos entre as duas cidades, menos três vezes do que atualmente, apontando para o início da construção «em breve» e o final da obra «em 2028». Antes destas declarações prestadas ao Diário de Aveiro, na passada terça-feira, outras traçavam um cenário menos otimista, sem concretizar prazos ou indicar fases já ultrapassadas. O líder da autarquia de um dos extremos da futura estrada adianta que já há projeto aprovado e a “Declaração de Impacto Ambiental” e «a obra física começará em 2026».
A parte do financiamento, o fator determinante para o sucesso da obra, não parece ser um entrave para Jorge Almeida. Com um orçamento de 140 milhões de euros, admite que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) possa financiar o projeto e, sobre o dinheiro necessário para indemnizar os proprietários dos imóveis a demolir e terrenos a ocupar onde a estrada vai passar, diz: «Se for possível o PRR pagar expropriações, não nos vamos inibir».
Destes 140 milhões, 110 milhões serão para a obra no terreno, segundo o autarca de Águeda.
Esperando que ainda seja possível garantir uma parte do financiamento através do PRR, Jorge Almeida conta que o restante seja obtido a partir do Orçamento do Estado, através da Infraestruturas de Portugal.
Numa primeira fase deste processo, o PRR era o único financiador da obra, mas com um prazo limite de utilização dos fundos desta fonte até 2026, além de que terão falhado as tentativas para a extensão do prazo de acesso às verbas associadas ao Mecanismo de Recuperação e Resiliência e respetivos planos nacionais (os PRR) até agosto de 2028.
Neste cenário, Jorge Almeida prevê que a construção se desenvolva durante os anos 2026, 2027 e 2028, avançando uma obra «com 50 anos de atraso» e com «compromisso pessoal do primeiro-ministro Luís Montenegro».
Sobre as expropriações em curso, do lado de Águeda, a câmara já garantiu uma parte substancial necessária, sendo que «dois terços dos terrenos das parcelas a expropriar já estão regularizados». Resumindo, a «aquisição de parcelas está adiantada», afirma.
E do lado de Aveiro? O Diário de Aveiro tentou, ontem, um contacto com o presidente da câmara, Luís Souto, sem o conseguir.










