
Números da demência estão a diminuir
Manuel Caldas de Almeida, coordenador nacional do Plano Nacional para as Demências, notou ontem num congresso em Oliveira do Bairro que «a prevalência da demência está a diminuir na Europa», o que acontece desde há três anos. Os números poderão voltar a subir «mas a uma velocidade muito menor» em comparação com os dados anteriores aos últimos três anos. Estes indicadores são «resultado da prevenção» relacionada com comportamentos individuais, disse, aludindo a hábitos como não fumar, não beber álcool ou dormir sete ou oito horas por noite. «É um trabalho que começa cedo na nossa vida e no nosso dia-a-dia», assinalou no encerramento do congresso “Viver com Demência: Um Olhar que Cuida”, organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Vagos e pela Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro.
O responsável deu conta de avanços científicos na área da demência. «Até agora as terapêuticas que existiam eram para controlar comportamentos. Vão surgir medicamentos, já aprovados nos EUA e na Europa e muito em breve em Portugal, que atrasam a evolução em 30 por cento», revelou. Os fármacos, receitados para fases «muito precoces» da doença, terão, porém, «indicações muito precisas» e não serão administrados a «todas a pessoas». «Custam 28 mil euro por ano por pessoa. Teremos de ser muito criteriosos sobre quem vai tomar esta medicação», notou.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:











