
Polícias devem pedir ao governo práticas de saúde ocupacional
O coordenador do Programa Nacional de Saúde Ocupacional do SNS (Serviço Nacional de Saúde) desafiou os profissionais da PSP a levarem para futura negociação com o Governo não apenas as reivindicações salariais, mas também a implementação dessas práticas preventivas no seu dia a dia.
«Os ganhos podem não ser imediatos, mas conseguimos ganhos para a vossa própria saúde a médio e longo prazo», afirmou o médico José Rocha Nogueira, no decorrer da conferência “A Saúde Operacional dos Profissionais da PSP - Do Risco à Proteção», realizada, na passada terça-feira, em São João da Madeira, pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).
Definiu saúde ocupacional como «a criação», com ajuda de profissionais de saúde e de técnicos de várias áreas, «de condições para que a pessoa se sinta bem no seu trabalho e não tenha riscos para a sua saúde».
Paulo Santos, presidente da ASPP, garantiu que a associação «não ignora, nem pode ignorar, a questão da saúde» dos agentes, «principalmente a saúde mental».
O responsável vincou, ainda, que urge bem enquadrar a questão dos acidentes e dos riscos da profissão, assim como centrar atenções em questões como o fenómeno do suicídio e o caráter determinante do apoio psicológico e da formação para uma «missão cada vez mais exigente».












