
Cândido Costa é amor… à primeira vista
Aquela que era para ser uma entrevista como tantas outras rapidamente se transformou numa conversa entre amigos, que pareciam conhecer-se há anos. Com Cândido Costa, cujas origens nos levam até ao Bairro da Mourisca, no concelho de São João da Madeira, é assim. Não há lugar para “salamaleques” e muito menos para «cagança». Porque, como o próprio sublinhou por mais do que uma vez, «não me acho melhor do que ninguém».
Foi, pois, a um Cândido Costa real, sem filtros, simplesmente encantador, a que tivemos direito na semana passada. A caminho de Lisboa, para gravar a gala de fim de ano do Taskmaster, programa da RTP1 visto por um milhão de portugueses, no qual é uma peça fulcral, fez um desvio de cerca de 20 quilómetros até Aveiro só para falar connosco.
O regresso a Aveiro
Não. Digam o que disserem, estamos perante alguém que não é uma figura pública qualquer. Cândido Costa destaca-se pela sensibilidade, inteligência emocional, autenticidade, humildade e o respeito pelo trabalho dos outros, tendo-nos demonstrado isso mesmo quando acedeu ao nosso pedido em poucos dias e regressou à cidade aveirense. «Aqui», contou, «passei alguns anos, ainda novo», envergando a camisola da Seleção Distrital de Aveiro. «Representei o distrito», prosseguiu, «no Torneio [Inter-Associações] Lopes da Silva, o que veio a ser fundamental para a mudança da minha vida [enquanto futebolista]». Também foi em Aveiro que, há cerca de dez anos, após ter acabado a carreira futebolística (consequência, sobretudo, de uma lesão que sofreu), fez formação, para fazer o 12.º ano de escolaridade (só tinha o 9.º ano) e ainda ter direito ao subsídio de desemprego. Recorde-se que, depois da Sanjoanense (o clube da sua terra onde jogou até aos 15/16 anos para integrar as camadas jovens do SL Benfica), representou outros clubes grandes como o Benfica, FC Porto, Sporting de Braga e Salgueiros, etc..
No Cais da Fonte Nova, com o edifício do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Aveiro (o qual, em tempos, foi uma espécie de “segunda casa” para ele) por detrás a servir de “pano de fundo”, Cândido Costa, agora com 44 anos, foi partilhando “capítulos” da sua história de vida. Uma vida, que, apesar de não ser muito longa, já dava um livro/filme, com alegrias e tristezas, e com a família - entenda-se os seus pais, os dois irmãos, os três filhos, o futuro neto e, claro, a sua Cidália, que todos já conhecem - a ser a “personagem principal”.
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