
Plano de Pormenor do Cais do Paraíso voltará a ser votado na câmara
O Plano de Pormenor (PP) do Cais do Paraíso vai voltar à reunião do executivo da Câmara Municipal de Aveiro, na próxima sessão pública, no dia 4 de dezembro, ou numa reunião extraordinária, a realizar até ao Natal.
Na reunião de ontem, a primeira pública do novo mandato, o grupo de vereadores do PS, pela voz de Paula Urbano, apresentou uma proposta para que a sua proposta de «revogação do PP» fosse inscrita na Ordem de Trabalhos, para ser discutida e votada.
Acusando os socialistas de terem atirado «uma granada para cima da mesa», Luís Souto de Miranda, o presidente da câmara, logo considerou que esse agendamento não era «oportuno», escudando-se na recente chegada do novo executivo aos Paços do Concelho e avisando que, não rejeitando que os planos para o Cais do Paraíso voltassem a ser agendados, seria conveniente proceder a uma «ampla» recolha de informação sobre o assunto.
Tal como o seu vice-presidente, Rui Santos, o chefe do governo local sublinhou que as «consequências» de um eventual chumbo do plano de pormenor têm de ser ponderadas. Recorde-se que, em setembro passado, o PP foi aprovado pela Câmara liderada, em maioria, por Ribau Esteves. O que gerou maior polémica foi a prevista edificação de um hotel com 12 pisos.
Voto do Chega foi determinante
Com Paula Urbano a aludir ao interesse do Ministério Público em «elementos» inscritos no documento e à urgência de agendar um ponto sobre o tema, o consenso surgiu com a garantia presidencial de que não se entrará no novo ano sem acolher o assunto em sede de reunião do executivo.
Já na Ordem do Dia, o voto do vereador Diogo Machado, do Chega, garantiu que Luís Souto de Miranda mantenha as mesmas competências delegadas pela câmara que tinha Ribau Esteves. O PS não estava pelos ajustes, nomeadamente com o argumento de que – não querendo obstruir o trabalho do presidente – gostaria «de participar» em algumas decisões, com Paula Urbano a salientar que os vereadores do seu partido estavam disponíveis para reunir sempre que fosse preciso.
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