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Designação “música erudita” é má: não faz justiça à grande variedade de géneros musicais

Jorge Castro Ribeiro, professor da Universidade de Aveiro, apresentará o próximo espetáculo dos Concertos para Famílias, no domingo, às 11 horas, no Auditório da Reitoria, rubrica que já se tornou habitual nos Festivais de Outono, organizados pela UA. A experiência de mais de 20 anos na mediação com o público não especializado em concertos com orquestras, cantores e solistas, leva-o a discordar do termo “música erudita” e da ideia de que esta seja naturalmente difícil

A sinopse do próximo Concerto para Famílias fala em descobrir outros lugares a­tra­vés do som (música), viajar através da música: contos alemães, Trás-os-Montes e tango argentino, com Schumann, Pérez e Piazzola. Os lugares, e as viagens, podem ajudar a perceber a música, ou ao contrário?
Acho que as duas direções são válidas. A música ajuda-nos a conhecer os povos e as culturas, mas também percebemos melhor a música e os seus instrumentos quando viajamos, temos novas experiências, e conhecemos melhor o mundo.

Só quem for mais viajado, ou seja, quem tenha idade para viajar ou compreender os lugares diferentes, vai perceber a capacidade da música facilitar essa descoberta?
Acho que não. De todo. A música instrumental, sem palavras, tem uma enorme capacidade de evocar emoções, ambientes psico­lógi­cos, imagens, e pensamentos que não se traduzem necessariamente por palavras. E isso é uma grande riqueza. De resto, penso até que uma cri­ança sem uma longa experiência de vida e de audição, terá facilidade em reconhecer contrastes emocionais na música, e de imaginar outros mundos a partir das suas caraterísticas de movimento, intensidade e expressão.

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Novembro 14, 2025 . 09:30

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