
Câmara Municipal de Aveiro garante investimento no social
«O investimento» na área social, por parte da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), «não vai faltar», com o vice-presidente do executivo, Rui Santos, a garantir ontem que o governo local dará «apoio financeiro e apoio a outros níveis» às instituições no terreno e que «participará ativamente na discussão destes assuntos».
Na abertura de um seminário da Cáritas Diocesana de Aveiro (CDA), que, no edifício ATLAS, abordou a integração ou reintegração social da pessoa em situação de sem abrigo, o autarca disse que a CMA vai trabalhar, já «nos próximos tempos», para, nomeadamente, rever os protocolos de apoio. «Temos muitas ambições neste aspeto», declarou o vice camarário, a respeito do mundo social.
José Vaz, o presidente da CDA, tinha posto como limite temporário o final do ano, para a renovação do acordo de atendimento social mantido com os Paços do Concelho e, com recado para a Segurança Social, avisou que, desde 2019, a Cáritas tem feito sentir à tutela que as comparticipações nos programas dirigidos a quem está em situação de sem abrigo não são suficientes.
O novo dirigente da Cáritas Diocesana sublinhou que, do trabalho «de 24 horas» nesse domínio, 12 horas ficam «por conta» da sua instituição, que – garantiu - «não tem grande forma de ultrapassar isto». Avisou que os projetos de intervenção padecem de «insegurança de verbas e de tempos fixos» de implementação – uma «instabilidade» absolutamente indesejável.
Assinalou, ainda, que a CDA assume mais de uma dezena de valências, enumerando, também, as dirigidas a crianças, a vítimas de violência doméstica e de abuso, pela inclusão, para a saúde mental e para a inserção laboral, entre outras.
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