
Bolsa atribui dez milhões para estudar células
A Universidade de Aveiro (UA) está envolvida num projeto que vai investigar «como as células vivas podem tornar-se as arquitetas dos biomateriais do futuro». O RODIN, financiado por uma Sinergia do Conselho Europeu de Investigação (ERC-SyG) no valor de dez milhões de euros, resulta de uma parceria entre a UA, o Imperial College London e a Universidade de Lisboa.
O RODIN «propõe uma mudança radical na engenharia de tecidos», explica a UA. «Em vez de os cientistas desenharem materiais para as células, o projeto vai dar às próprias células materiais que estas possam moldar ativamente, registar o que fazem e aprender as regras por detrás desse comportamento», descreve a academia aveirense.
Se for bem-sucedido, o RODIN abrirá «uma nova forma de engenharia de sistemas vivos». O resultado poderão ser andaimes mais inteligentes para regeneração de tecidos, modelos de doença mais realistas, plataformas de ensaio de fármacos mais rápidas e a uma redução da experimentação animal, exemplifica a UA.
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