
Socialista Ricardo Cardoso promete fazer «mais e melhor»
Ricardo Cardoso tomou, ontem à tarde, posse como novo presidente da Câmara de Castelo de Paiva e prometeu “fazer mais e fazer melhor”. A cerimónia, que encheu o auditório municipal, ficou marcada por palavras de união, reconhecimento e compromisso com o futuro do concelho de Castelo de Paiva, que inicia, assim, oficialmente, um novo ciclo político com a tomada de posse dos órgãos autárquicos para o mandato 2025-2029.
Ricardo Cardoso, do Partido Socialista, sucede a José Rocha, do PSD, que liderou o município nos últimos quatro anos e na sua intervenção fez questão de desejar «os maiores sucessos» ao novo executivo, sublinhando que »o sucesso deste executivo será sem dúvida o sucesso de Castelo de Paiva».
No seu discurso de despedida, destacou o trabalho realizado durante o mandato, marcado por dificuldades políticas e financeiras, mas também por «coragem, resiliência e um amor profundo à terra». «Foram quatro anos exigentes, num executivo sem maioria, com constrangimentos significativos nos fundos comunitários, mas nunca baixámos os braços», afirmou José Rocha, acrescentando que sai com «o sentimento de dever cumprido, com o coração cheio de gratidão e orgulho por ter servido a terra que amo».
Entre as obras e projetos destacados, o agora ex-presidente apontou a expansão do saneamento básico, a construção do centro de formação profissional, o avanço da ligação da EN222 à A32 e vários investimentos em habitação e requalificação urbana. José Rocha terminou com um agradecimento emocionado à sua equipa e à família, a quem reconheceu o apoio “incondicional” ao longo do mandato.
Já o novo presidente, Ricardo Cardoso, iniciou o seu discurso com um tom de compromisso e esperança.
Orgulho e compromisso
Perante os eleitos e a população, afirmou que a vitória socialista representa «uma demonstração de confiança e coragem dos paivenses» e prometeu uma governação «com verdade, proximidade e resultados concretos».«A vossa confiança não foi apenas um voto, foi uma demonstração de esperança, que carregarei todos os dias, com o dever de honrar com trabalho e resultados”, declarou o autarca, que anteriormente presidiu a Junta de Freguesia de Sobrado e Bairros.
Sem esconder o orgulho de ser o primeiro presidente de junta a chegar à presidência da câmara, garantiu que leva para a câmara a «experiência de quem conhece o terreno e de quem aprendeu a resolver problemas com poucos meios e muita determinação».
Ricardo Cardoso apresentou, ainda, a sua equipa, sublinhando o caráter simbólico e inovador da nova composição, uma vez que «pela primeira vez na história do concelho teremos uma mulher como vice-presidente da câmara, a Suzana Sousa representa a capacidade, a competência e a sensibilidade que o poder político precisa ter». Olhando para o futuro, o autarca prometeu rigor, transparência e cooperação, bem como uma relação próxima com todas as juntas de freguesia, «sem distinções políticas».
E prosseguiu, «queremos uma câmara que resolva, que planei, que trabalhe todos os dias para servir a comunidade e para encontrar soluções para os desafios que o concelho enfrenta».
E já no fim da intervenção, apelou à união e à confiança, «chegou o momento de fazer acontecer, de mostrar com o trabalho diário que Castelo de Paiva tem rumo, tem liderança e tem futuro.
Votação conduz a Vítor Moreira a presidência da Assembleia
Castelo de Paiva confirmou esta noite uma mudança que não veio diretamente das urnas, mas sim da primeira votação interna do novo mandato autárquico. Apesar de o PSD ter vencido a eleição direta para a Assembleia Municipal, elegendo 11 deputados contra 10 do PS , no momento da votação e com o voto dos presidentes de junta acabou por entregar a presidência a Vítor Moreira, do PS.
No seu discurso,Vítor Moreira sublinhou a legitimidade democrática da votação. «O que se assistiu hoje foi ao cumprimento dessas regras. Estes 30 votam e decidem a Mesa. Foi isso e só isso que se passou hoje. Tudo o resto é cortina de fumo».
O autarca afirmou assumir o cargo «com enorme alegria, honra e orgulho», mas também com «o peso da responsabilidade de representar todos os paivenses». Apresentou-se como independente, defendendo uma Assembleia que funcione «com imparcialidade, com firmeza e total transparência».










